O IBC‑Br recuou 0,2% em julho ante junho, marcando o segundo mês negativo seguido. Na comparação anual, houve alta de 1,1%; agropecuária (-1,2%) e indústria (-0,4%) pressionaram o resultado.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC‑Br) recuou 0,2% em julho de 2026 na comparação com junho, informou o Banco Central do Brasil. Na comparação com julho de 2025, o indicador apresentou crescimento de 1,1%.
A queda mensal foi o segundo resultado negativo consecutivo, após o recuo de 0,6% registrado em junho. O cálculo considerou a série dessazonalizada, que elimina efeitos típicos de determinadas épocas do ano.
Segundo os dados divulgados, o desempenho em julho foi influenciado principalmente pela agropecuária, que caiu 1,2% no mês. A indústria recuou 0,4%, enquanto o setor de serviços ficou estável, sem variação. Os impostos sobre produtos tiveram retração de 0,2%. Excluindo a agropecuária, o IBC‑Br registrou queda de 0,1% na comparação mensal.
Variação mensal (julho de 2026 vs. junho de 2026)
- IBC‑Br: -0,2%
- Agropecuária: -1,2%
- Indústria: -0,4%
- Serviços: 0,0%
- Impostos: -0,2%
- IBC‑Br ex‑agropecuária: -0,1%
Na comparação anual, com julho de 2025, o indicador avançou 1,1%, sinalizando que a atividade econômica ficou acima do nível registrado no mesmo mês do ano anterior. Entre os setores, a agropecuária teve crescimento de 3,7% em doze meses. Os serviços avançaram 1,3%, a indústria cresceu 0,5% e os impostos aumentaram 0,7%. Sem a agropecuária, o IBC‑Br registrou alta de 1,0% na comparação anual.
Comparação anual (julho de 2026 vs. julho de 2025)
- IBC‑Br: 1,1%
- Agropecuária: 3,7%
- Indústria: 0,5%
- Serviços: 1,3%
- Impostos: 0,7%
- IBC‑Br ex‑agropecuária: 1,0%
No acumulado dos sete primeiros meses de 2026, o indicador registrou crescimento de 1,5%. Em 12 meses, a expansão também foi de 1,5%.
Considerado uma espécie de termômetro da economia, o IBC‑Br reúne informações dos setores de indústria, comércio, serviços e agropecuária. Embora tenha metodologia diferente da utilizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) para calcular o Produto Interno Bruto (PIB), o indicador é acompanhado por analistas e investidores como um sinal da trajetória da atividade econômica brasileira.
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