Dezenas de motoristas da 99 pararam as atividades na manhã de quarta (16) em Guanambi, reunidos na praça do Centro Administrativo. Reclamam que o valor por km não cobre combustível e manutenção.
Motoristas que trabalham pela plataforma 99 paralisaram as atividades na manhã de quarta-feira, 16 de setembro, em Guanambi. Dezenas de condutores se concentraram na praça do Centro Administrativo Municipal, ao lado da Câmara de Vereadores, para protestar contra os valores pagos pelas corridas e exigir revisão na remuneração por quilômetro rodado.
O grupo reivindicou a elevação do valor recebido a cada quilômetro percorrido. Segundo os motoristas, a quantia atualmente paga nas viagens não seria suficiente para cobrir os custos da prestação do serviço, sobretudo despesas com combustível, manutenção dos veículos, pneus, óleo e peças.
De acordo com relatos dos próprios participantes, o aplicativo passou a operar em Guanambi em maio de 2026 e, desde então, a plataforma ofereceu alternativas de transporte por automóveis e motocicletas no município. Ainda segundo os trabalhadores, cerca de 150 motoristas de automóveis estão cadastrados para atuar pela 99 na cidade.
Durante a mobilização, os condutores deixaram de aceitar corridas como forma de chamar a atenção para a situação e como pressão para obter resposta da empresa responsável pela plataforma. A paralisação desta quarta-feira representou a primeira manifestação pública de maior alcance na cidade relacionada à remuneração das corridas, ocorrida pouco mais de quatro meses após o início das operações.
Um dos participantes da mobilização, o motorista Tarcísio, falou em nome dos colegas durante entrevistas no local e detalhou o valor atualmente praticado por quilômetro.
“O valor pago pela 99, de R$ 1,10 por quilômetro, não compensa e não cobre sequer o custo do combustível do veículo. Temos ainda as despesas com manutenção e estamos reivindicando que a plataforma reveja essa remuneração.”
Os motoristas sustentaram que, além do combustível utilizado nas viagens, arcam diretamente com todos os custos de operação dos veículos, o que diminui a margem obtida com as corridas realizadas pela plataforma. A categoria apresentou como principal exigência a revisão da remuneração por quilômetro.
Nas informações disponíveis sobre o protesto, não foram apresentadas declarações da 99 a respeito das reivindicações feitas pelos trabalhadores.
A paralisação reforçou a demanda por diálogo entre os motoristas e a plataforma, com a categoria buscando uma compensação que cubra os custos operacionais e permita continuidade do trabalho com maior sustentabilidade financeira.
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