O Comitê de Política Monetária avalia o cenário econômico e a chance de cortes na Selic. A decisão será anunciada na noite de quarta (5), após dois dias de discussões e leitura do Boletim Focus.
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) inicia nesta terça-feira (4) a sua quinta reunião de 2026. O encontro ocorre em meio a expectativas do mercado financeiro sobre possíveis cortes na taxa de juros e uma redução nas previsões de inflação.
A decisão sobre a Taxa Selic será divulgada na noite de quarta-feira (5), após dois dias de discussões sobre o cenário econômico, tanto nacional quanto internacional.
Na véspera da reunião, o Boletim Focus, publicado nesta segunda-feira (3), mostrou uma mudança nas expectativas do mercado. A mediana das projeções para a Selic ao final de 2026 caiu de 14% para 13,75%, após cinco semanas de estabilidade.
Com isso, as projeções do mercado sugerem que o Banco Central deve realizar pelo menos um ou dois novos cortes na taxa até o final do ano.
Pela quinta semana consecutiva, analistas consultados pelo BC reduziram a projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do Brasil, passando de 5,12% para 5,03% para o ano.
Apesar dessa melhora, a previsão ainda está acima do teto da meta de inflação, que é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, resultando em um limite superior de 4,5%.
A Taxa Selic, que atualmente está em 14,25% ao ano, representa o menor nível de 2026, após três cortes consecutivos de 0,25 ponto percentual nas reuniões de março, abril e junho deste ano. A taxa básica de juros é fundamental nas negociações de títulos públicos emitidos pelo Tesouro Nacional e serve como referência para outras taxas na economia.
Quando o Copom decide aumentar a taxa básica de juros, o objetivo é controlar uma demanda aquecida. Juros mais altos tornam o crédito mais caro, estimulam a poupança e ajudam a reduzir a pressão sobre os preços. Por outro lado, taxas elevadas podem dificultar o crescimento econômico.
Com a redução da Selic, a tendência é de um crédito mais acessível, favorecendo o consumo e os investimentos, o que pode estimular a atividade econômica. O Copom se reúne a cada 45 dias, com o primeiro dia dedicado a apresentações técnicas sobre a evolução e perspectivas das economias brasileira e mundial, além do comportamento do mercado financeiro.
No segundo dia, os membros do comitê analisam os cenários e definem o nível da taxa básica de juros, sempre atentos às metas estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para a inflação.
Ainda que as previsões de inflação tenham diminuído nas últimas semanas, elas permanecem acima do limite superior da meta para 2026, o que é um fator considerado pelo Banco Central ao delinear sua política monetária.
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