Os testes começaram neste domingo em seções especiais e reuniram cerca de 400 pessoas, entre técnicos do TRE e voluntários. O procedimento, em uso há 20 anos, confere se votos digitados coincidem com registros em papel.
Os testes de integridade das urnas eletrônicas começaram a ser feitos neste domingo (4), em São Paulo. O procedimento foi realizado em 33 urnas auditadas em seções especiais da capital e envolveu cerca de 400 pessoas, entre trabalhadores do Tribunal Regional Eleitoral e voluntários.
Realizados há 20 anos, os testes de integridade servem para conferir a segurança do processo eleitoral. O objetivo é conferir se os votos digitados nos equipamentos equivalem aos votos registrados em células de papel pré-preenchidas por voluntários e lançados na urna eletrônica. O processo é mostrado para a câmera e, ao final do período de votação, às 17h00, é feita uma conferência entre o total de votos em papel e o total que a urna eletrônica indica.
“É uma demonstração de que o resultado que as urnas emitem ao final do período de votação corresponde aos votos que efetivamente foram lançados. Até hoje, em mais de 20 anos, o resultado sempre bateu em todo o Brasil”, explicou o juiz eleitoral Francisco Shintate, da comissão de teste de integridade de urnas.
Como o teste ocorre fora do sistema eleitoral, permite que seja auditada uma quantidade maior de urnas em ambiente que monitora os detalhes do procedimento. Este formato fora do fluxo regular de votação facilita a supervisão e a transparência das etapas de verificação.
Para esta edição, o teste foi organizado em duas unidades próximas: 30 urnas foram instaladas no Centro Cultural São Paulo, na Rua Vergueiro, 1000, no Paraíso, zona sul da capital, e outras três urnas ficaram na seção da Universidade Paulista (Unip) Vergueiro, a alguns metros de distância. A unidade especial montada no Centro Cultural pode ser visitada durante o dia, até o encerramento das eleições.
O espaço de demonstração foi pensado para permitir que a população e observadores acompanhem a rotina de verificação e os procedimentos adotados para garantir a integridade dos votos. A presença de voluntários, junto a trabalhadores do tribunal, integra a rotina do teste, que se vale da comparação direta entre as cédulas físicas e os registros eletrônicos.
Ao manter a conferência pública entre os votos em papel e os totais apresentados pelas urnas, o teste reforça a lógica de auditoria que acompanha o uso das urnas eletrônicas há duas décadas. Na prática, a atividade busca mostrar passo a passo como é feita a checagem e demonstrar a correspondência entre os dois registros de votação.
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