A Orquestra Sinfônica de Sergipe (Orsse) celebrou na noite desta quarta-feira, 8, os 206 anos da Emancipação Política de Sergipe com o concerto ‘Horizontes da Liberdade’, apresentado no Teatro Tobias Barreto. Integrando a Série Cajueiros, o espetáculo marcou a estreia do maestro Daniel Nery como diretor artístico da orquestra e contou com a participação do flautista Silvio Jackel, chefe do naipe de flautas da Orsse, como solista da noite.
Concebido especialmente para a data, o programa reuniu obras que dialogam com a identidade, o pertencimento e a liberdade. O repertório percorreu diferentes momentos da música de concerto, do Hino de Sergipe à Sinfonia nº 9 ‘Do Novo Mundo’, de Antonín Dvořák, passando pela abertura da ópera O Guarani, de Antônio Carlos Gomes, e pelo Concerto para Flauta nº 1 em Sol Maior, K. 313, de Wolfgang Amadeus Mozart.
Em seu primeiro concerto à frente da direção artística da Orsse, Daniel Nery destacou a responsabilidade de assumir o grupo e a intenção de ampliar sua presença junto ao público sergipano. “É uma grande responsabilidade dar continuidade à excelência da Orquestra Sinfônica de Sergipe. Queremos aproximar cada vez mais a orquestra do seu povo, não só em Aracaju, mas também nas cidades do interior, levando música de concerto e fortalecendo esse patrimônio cultural que pertence aos sergipanos”, afirmou.
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Sobre o repertório escolhido para a celebração, o maestro ressaltou o simbolismo da apresentação. “Neste concerto, olhamos para a nossa independência, para a nossa identidade e visualizamos o futuro que começou hoje. Queremos que o público siga acompanhando a orquestra e os nossos músicos. Esta nova fase começa a partir da nossa própria identidade cultural”, disse.
Chefe do naipe de flautas da Orsse desde 2015, Silvio Jackel interpretou um dos principais concertos do repertório para flauta. Para o músico, a apresentação teve um significado especial. “Foi uma satisfação imensa, como integrante da orquestra, ter a oportunidade de atuar como solista em um concerto tão importante para a flauta transversal. É uma obra muito conhecida entre nós, flautistas, mas que sempre representa um grande desafio. Estar à frente da orquestra nesse momento foi profundamente gratificante”, destacou.
Na plateia, o público acompanhou o concerto que marcou a celebração da data histórica para Sergipe. Entre os presentes, o Mestre Saci, liderança do quilombo urbano Maloca, destacou o significado da apresentação. “É uma honra estar aqui novamente em um concerto que celebra Sergipe e recebe também quem nos visita. Isso é cultura, é arte, é vida. A música preserva a nossa história e as nossas tradições. Estar aqui me deixa muito feliz por prestigiar uma orquestra que representa o nosso estado”, afirmou.
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