O MPBA deflagrou a Operação Bodyscan nesta segunda-feira para desarticular esquema de tráfico no Presídio de Brumado. Gaeco e Gaep atuam juntos na investigação da rede criminosa.
O Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) deflagrou, na manhã de hoje, 9 de junho, a Operação Bodyscan, que tem como foco a investigação de uma suposta organização criminosa envolvida na distribuição de drogas no Presídio de Brumado.
A operação foi executada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) e pelo Grupo de Atuação Especial em Execução Penal (Gaep), em parceria com a 3ª e a 4ª Promotorias de Justiça de Brumado. Este trabalho faz parte de uma mobilização do Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (Gncoc), que é vinculado ao Ministério Público brasileiro e busca enfrentar facções e grupos criminosos em várias regiões do país.
Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em residências localizadas nas proximidades do presídio. As ordens judiciais foram emitidas pela Vara Criminal da Comarca de Brumado, a pedido do MPBA. Segundo informações da instituição, a operação visa apurar práticas criminosas relacionadas à entrada, guarda, transporte e distribuição de drogas dentro do estabelecimento prisional.
A investigação aponta para a possível existência de um esquema que teria utilizado acesso funcional de profissionais do serviço de saúde bucal da unidade prisional para facilitar a entrada de materiais ilícitos. De acordo com o MPBA, esses materiais seriam posteriormente entregues a internos identificados. A apuração revela ainda a possível participação de indivíduos tanto dentro quanto fora do presídio, com uma clara divisão de tarefas entre eles.
“O esquema teria utilizado meios para dificultar os procedimentos regulares de fiscalização e revista no acesso ao presídio”, afirmaram os promotores de Justiça.
O nome da Operação Bodyscan refere-se ao equipamento de escaneamento corporal que é utilizado para o controle de acesso à unidade prisional e que está diretamente relacionado ao cerne da investigação. Uma das pessoas sob investigação teria alegado uma condição especial de saúde para não passar pela revista eletrônica, conseguindo assim acessar a unidade sem ser submetida ao escaneamento.
As buscas realizadas têm como objetivo reunir novos elementos de prova, identificar outros possíveis envolvidos e delimitar a extensão das condutas investigadas. O material apreendido durante a operação será analisado pelo Ministério Público, e, a partir dessa análise, as investigações poderão avançar para identificar a participação de mais pessoas e a dinâmica do suposto esquema.
Até o momento, o MPBA não divulgou se houve prisões durante o cumprimento dos mandados. A Operação Bodyscan é conduzida pelo Gaeco e pelo Gaep, com o apoio das Promotorias de Justiça de Brumado.
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