O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em um evento realizado em Catalão (GO) na última terça-feira, 02 de junho, defendeu as vantagens do sistema de pagamento instantâneo brasileiro, o Pix, comparando-o com os serviços oferecidos por empresas dos Estados Unidos. Lula enfatizou que o Pix é mais benéfico e acessível, destacando que o Brasil não aceita ser tratado como “uma republiqueta de banana”.
A declaração do presidente surgiu em resposta a um relatório do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que criticou o sistema brasileiro, alegando que o Pix prejudica injustamente empresas como MasterCard, Visa e o WhatsApp Pay. Lula argumentou que, com sua infraestrutura pública e gratuita, o Pix tem movimentado mais recursos que os tradicionais cartões de crédito.
“O Pix assusta eles”, disse Lula, mencionando que sugeriu ao presidente dos EUA, Donald Trump, a adoção do mesmo sistema em seu país.
O presidente brasileiro explicou que a preocupação dos americanos reside no fato de que o Pix pode afetar as empresas de cartão de crédito que operam no Brasil. Ele reforçou que o sistema é gratuito e eficaz, afirmando: “É só clicar o Pix e tá resolvido o nosso problema”.
O relatório do USTR, divulgado na noite de 1º de junho, é o resultado de uma investigação iniciada há um ano, durante o governo de Donald Trump. Este estudo levantou acusações sobre práticas comerciais desleais do Brasil e sugeriu a imposição de uma tarifa de 25% sobre certos produtos brasileiros.
O governo do Brasil, juntamente com as empresas afetadas, terá até 15 de julho para se manifestar sobre o relatório final da USTR, antes que os EUA possam implementar possíveis “medidas corretivas”.
Lula também comentou sobre a situação das negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, lembrando que, em maio, ele e Trump haviam acordado um prazo de 30 dias para chegar a um entendimento sobre as questões comerciais. O presidente brasileiro reafirmou que os dois líderes se encontraram na Casa Branca, onde apresentou documentos que evidenciam a relação comercial vantajosa para os EUA, com um superávit de US$ 415 bilhões nos últimos 15 anos.
“Você me deve uma reunião e eu devo uma para você”, cobrou Lula, ressaltando a importância da comunicação entre os dois países.
Siga o Jornal do Sertão e receba as notícias do sertão sergipano em primeira mão.

