Pesquisa da ANP (13 a 19/9/2026) aponta média de R$ 7,18/l em 15 postos da cidade. Preços variaram de R$ 7,15 a R$ 7,29 e a maioria cobrava R$ 7,19.
A gasolina comum vendida em Vitória da Conquista está entre as mais caras da Bahia, com preço médio de R$ 7,18 por litro. A pesquisa semanal da ANP tem como referência a semana de 13 a 19 de setembro de 2026 e apontou o município como o segundo mais caro entre os 25 municípios baianos contemplados no levantamento mais recente.
Em Vitória da Conquista foram pesquisados 15 postos, com preços variando entre R$ 7,15 e R$ 7,29 por litro. A maior parte dos estabelecimentos consultados comercializava a gasolina comum por R$ 7,19.
Maiores médias entre municípios pesquisados
- Juazeiro — R$ 7,24
- Vitória da Conquista — R$ 7,18
- Porto Seguro — R$ 7,14
- Teixeira de Freitas — R$ 7,05
- Eunápolis — R$ 7,04
A média estadual da gasolina comum ficou em R$ 6,71, considerando 231 postos pesquisados. Assim, o valor médio encontrado em Vitória da Conquista ficou R$ 0,47 por litro acima da média da Bahia, diferença de aproximadamente 7%.
Menores preços encontrados em Vitória da Conquista
- R$ 7,15 — Posto Bambu II, Avenida Juracy Magalhães
- R$ 7,15 — Posto Pantanal III, Avenida Vivaldo Mendes Ferraz
- R$ 7,15 — Posto Surpresa, Avenida Juracy Magalhães
O maior preço na cidade foi de R$ 7,29 por litro, registrado em um posto de bandeira Ipiranga localizado na Avenida Presidente Dutra, no Centro. A diferença entre o menor e o maior preço no município foi de apenas R$ 0,14 por litro. Para um abastecimento de 50 litros, os preços observados representam uma despesa entre R$ 357,50 e R$ 364,50, diferença de R$ 7 entre os extremos pesquisados.
Na outra ponta do levantamento estadual, Alagoinhas apresentou a menor média, de R$ 6,26 por litro. Feira de Santana e Ipirá vieram em seguida, ambas com média de R$ 6,36. Em Salvador, onde 25 postos foram pesquisados, a média ficou em R$ 6,50 por litro — isto significa que a gasolina em Vitória da Conquista estava, em média, R$ 0,68 por litro mais cara que na capital baiana.
Outras médias registradas no levantamento incluem: Guanambi — R$ 6,70; Jequié — R$ 6,60; Poções — R$ 6,65; Brumado — R$ 6,88; e Caetité — R$ 6,99.
Considerando todos os 231 postos pesquisados no estado, a gasolina comum foi encontrada entre R$ 6,19 e R$ 7,39 por litro. O maior valor, de R$ 7,39, apareceu em estabelecimentos de Juazeiro e Valença. Já o menor preço estadual, de R$ 6,19, foi registrado em Alagoinhas. A diferença entre os extremos chega a R$ 1,20 por litro, o que representa uma variação de R$ 60 em um abastecimento de 50 litros.
Segundo a ANP, os preços pagos pelo consumidor são influenciados por diferentes componentes da cadeia, entre eles preços praticados nas refinarias, tributos, custos operacionais, participação de biocombustíveis e margens de distribuição e revenda. O levantamento não estabelece individualmente quais desses fatores explicam as diferenças verificadas entre os municípios.
Os preços dos combustíveis na Bahia podem sofrer nova pressão após um reajuste realizado pela Acelen, empresa responsável pela Refinaria de Mataripe. Segundo o Sindicombustíveis Bahia, os novos valores foram aplicados nesta quinta-feira (17).
De acordo com o sindicato, o aumento informado foi de R$ 0,1025 por litro para a gasolina A; para o diesel, a elevação foi de R$ 0,7046 por litro no diesel S-10 misturado e de R$ 0,8746 no diesel S-500. O reajuste na refinaria não significa, necessariamente, aumento imediato e na mesma proporção nas bombas: os preços ao consumidor dependem das condições comerciais entre refinaria, distribuidoras e postos, além de estoques, tributos, custos operacionais e margens praticadas em cada etapa da cadeia.
O Sindicombustíveis Bahia afirmou que os postos estão na etapa final da comercialização e não possuem controle sobre os preços praticados na origem, e defendeu que eventuais aumentos sejam analisados considerando todos os componentes envolvidos na formação do preço dos combustíveis. A entidade também manifestou preocupação com a competitividade da Bahia em relação a estados vizinhos atendidos por refinarias da Petrobras, apontando que diferenças nas políticas comerciais das refinarias podem afetar os preços praticados no mercado baiano.
O novo reajuste ocorreu após o Governo Federal regulamentar uma subvenção de R$ 1,00 por litro para o diesel, prevista na Portaria do Ministério da Fazenda nº 2.813/2026, nos termos da Medida Provisória nº 1.391/2026. Segundo o sindicato, até a divulgação da nota não havia posicionamento da Acelen sobre eventual adesão à medida. O acompanhamento dos preços praticados por refinaria, distribuidoras e postos foi defendido como necessário pela entidade.
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