Desde junho, a campanha aplicou a Pneumo 20 em mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos para prevenir pneumonia e meningite. Padilha anunciou a mudança no calendário vacinal em Montes Claros.
Mais de 1 milhão de crianças menores de 5 anos foram vacinadas com a Pneumo 20 pelo Sistema Único de Saúde (SUS) desde junho deste ano, quando se iniciou a estratégia nacional de vacinação. A medida é apresentada como a principal forma de prevenir as formas graves das doenças causadas pelo pneumococo, como pneumonia e meningite.
O anúncio foi feito na sexta-feira (11) pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante visita a serviços de saúde em Montes Claros (MG). Segundo a divulgação do Ministério da Saúde, a inclusão da nova vacina faz parte de uma mudança no esquema vacinal infantil.
Incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação em 2026, a Pneumo 20 protege contra 20 sorotipos da bactéria Streptococcus pneumoniae, ampliando a cobertura em relação à vacina anterior. Com essa ampliação, a expectativa oficial é reduzir internações, complicações e mortes relacionadas às doenças pneumocócicas, especialmente na primeira infância, período em que as crianças são mais vulneráveis.
Durante esse período, os estoques disponíveis da Pneumo 10 continuarão sendo utilizados. Por isso, temporariamente, o esquema combinará as duas vacinas
Explicou a pasta que, com a incorporação da Pneumo 20 pelo SUS, a Pneumo 10 será substituída gradualmente no esquema infantil. A transição prevê que os estoques remanescentes da Pneumo 10 sejam aproveitados até que o suprimento da nova vacina esteja plenamente distribuído às unidades de saúde.
O Ministério da Saúde informou também números que ilustram a gravidade das doenças pneumocócicas no país. Entre 2023 e 2025, foram registrados 4.600 casos de meningite pneumocócica e 1.400 óbitos, resultando em uma taxa de letalidade próxima de 30%. No mesmo período, entre crianças menores de 5 anos, houve 589 casos e 187 óbitos ocasionados pela doença.
Para a população, a mudança no calendário significa um aumento na proteção coletiva contra sorotipos adicionais do pneumococo. A ampliação da cobertura vacinal deve colaborar para reduzir a pressão sobre hospitais e serviços de saúde, diminuindo internações e complicações associadas às infecções.
Familiares de crianças pequenas e responsáveis por unidades de saúde devem acompanhar a disponibilidade da nova vacina nas salas de vacinação do SUS. A estratégia nacional lançada em junho continuará a ser implementada nas próximas semanas, com a expectativa de ampliar a imunização infantil contra as formas graves das doenças pneumocócicas.
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