Os produtores rurais que desejam investir em inovação agora têm uma nova oportunidade: uma linha de crédito do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) foi aprovada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) nesta quarta-feira, 20 de setembro. Esta linha é voltada especificamente para a inovação e digitalização das atividades no campo.
A nova regulamentação amplia o acesso ao crédito, permitindo que empresários individuais e pessoas físicas que atuam no agronegócio, produção florestal, pesca e aquicultura possam contratar os recursos. Antes, apenas empresas formalmente organizadas podiam acessar esses financiamentos, mas agora, trabalhadores que atuam nesses setores, mesmo sem uma empresa constituída, podem se beneficiar.
Com essa mudança, os produtores rurais e trabalhadores poderão financiar a modernização tecnológica, a compra de máquinas e equipamentos, e a digitalização de suas atividades produtivas. Os recursos são repassados pelo FAT ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que oferece o empréstimo com juros subsidiados, tornando o crédito mais acessível.
A nova regra é um avanço significativo, pois reconhece a importância dos trabalhadores informais e pequenos empreendedores que atuam em atividades essenciais para a economia do campo. O governo estima que essa medida pode estimular a produção e a comercialização de máquinas agrícolas e equipamentos tecnológicos, beneficiando não apenas os produtores, mas também fabricantes, distribuidores e prestadores de serviços da área.
Os recursos do FAT são provenientes das contribuições do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), e a operação do crédito é baseada na Taxa Referencial (TR), o que a torna mais vantajosa em relação a outras modalidades de financiamento disponíveis no mercado.
Os financiamentos poderão ser usados para várias finalidades, incluindo a aquisição de máquinas, modernização tecnológica e digitalização, além de contribuir para o aumento da produtividade e a melhoria das condições de trabalho no setor. O objetivo é fortalecer a atividade econômica nas regiões atendidas, gerando empregos e aumentando a renda dos trabalhadores rurais.
O CMN, que é presidido pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, é o órgão responsável por definir as diretrizes das políticas de crédito do país, e essa nova medida reflete um esforço do governo para apoiar e modernizar o agronegócio brasileiro.
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