O governo federal intensifica o combate ao crime organizado com resultados expressivos. Mais de 9 mil agentes atuam em estados brasileiros, incluindo o Nordeste, desarticulando facções e rotas do tráfico.
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado, uma iniciativa do Ministério da Justiça e Segurança Pública, apresentou resultados significativos nas três semanas de operação. Nos últimos 20 dias, foram apreendidas 67 toneladas de drogas e 639 armas, além da prisão de 473 pessoas em ações que ocorreram em diferentes estados do Brasil.
Com mais de 9 mil profissionais da segurança pública envolvidos, as operações têm como foco o combate a facções criminosas e ao tráfico de drogas. O programa conta com um investimento total de R$ 11,1 bilhões e atua em quatro frentes principais: desarticular o financiamento das organizações criminosas, recuperar o controle dos presídios, aprimorar a investigação de homicídios e desmantelar o comércio ilegal de armas.
De acordo com informações do Ministério da Justiça, os gastos de R$ 30,4 milhões nos primeiros 20 dias geraram um prejuízo estimado em R$ 361,3 milhões para o crime organizado. Isso representa uma relação de quase R$ 12 de dano às facções para cada R$ 1 investido, superando em 251% as expectativas iniciais para os primeiros 90 dias do programa.
Além disso, nos meses de abril e maio, as operações da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi) resultaram em 2.182 prisões em flagrante, bem como em apreensões de drogas, armas e veículos, totalizando um prejuízo econômico de R$ 223,54 milhões ao crime.
As Operações Narke e Renocrim, que ocorreram no mesmo período, resultaram no bloqueio judicial de R$ 436 milhões em ativos das organizações criminosas. Essas ações são parte da estratégia do programa que busca atingir diretamente o financiamento do crime, através de ações de inteligência e cooperação entre diferentes órgãos de segurança pública.
No que diz respeito ao sistema prisional, a 11ª fase da Operação Mute mobilizou 4.042 policiais penais e revistou 3.728 celas, resultando na apreensão de 680 celulares, frequentemente utilizados por líderes de facções para comandar atividades criminosas a partir de dentro das prisões. Desde o início da Operação Mute, em 2023, já foram apreendidos um total de 8.646 celulares em presídios em todo o Brasil.
A Polícia Federal também tem contribuído significativamente com essas operações. Em abril, foram homologadas 128 operações que resultaram em 849 prisões em flagrante e 1.371 capturas realizadas pelos Grupos de Capturas. Além disso, 295 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, com um prejuízo econômico estimado em R$ 272 milhões devido às ações da PF.
As operações têm se expandido para abranger todas as 27 unidades da Federação, em contraste com 2025, quando atuavam em apenas sete estados. O programa também intensificou suas ações na Amazônia, focando em sete regiões prioritárias e 42 municípios em seis estados: Acre, Amazonas, Pará, Maranhão, Mato Grosso do Sul e Paraná.
Em termos de cooperação internacional, o ministro Wellington César Lima e Silva se reuniu em Assunção com Jalil Rachid, da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad), para discutir parcerias no combate ao tráfico nas zonas de fronteira, incluindo iniciativas conjuntas para reduzir a oferta e circulação de drogas.
Um destaque importante é a Operação Nova Aliança, que desde 2012, em colaboração com a Polícia Federal, resultou na destruição de 1.218 acampamentos de cultivo e na eliminação de 11,2 milhões de quilos de maconha, causando um prejuízo direto de R$ 1,6 bilhão às organizações criminosas. Durante a 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul, o ministro Wellington Lima destacou a importância de fortalecer a capacidade de cada Estado-Parte para aumentar a resiliência da região frente a ameaças comuns.
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