A gestão estadual dispensou 6.145 comissionados até 21 de agosto; houve 2.496 nomeações no período. A medida projeta economia de R$ 221 milhões até dezembro, considerando só cargos que permanecerem vagos.
A atual gestão do governo do Estado do Rio de Janeiro exonerou mais de 6 mil cargos em comissão entre os órgãos da administração, de um total de 14.340 comissionados existentes em março de 2026. A projeção oficial indica que a medida deve gerar uma economia de R$ 221 milhões até dezembro.
Até o dia 21 de agosto, foram exonerados 6.145 servidores comissionados, enquanto as nomeações realizadas no período somam 2.496. A estimativa de economia considera apenas os cargos que continuam vagos após os cortes.
Segundo o relatório divulgado pela gestão, grande parte dos servidores exonerados sequer tinha senhas de acesso aos sistemas do Estado, como o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), sendo apontados como “funcionários fantasmas”. Esses comissionados apareciam apenas uma vez por mês para assinar a folha de ponto, conforme a constatação registrada na auditoria preliminar.
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Há previsão de novas exonerações conforme os trabalhos de auditoria em andamento no Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e na Controladoria Geral do Estado forem concluídos. As ações de revisão de ocupações e de avaliação de perfis seguirão até a conclusão desses levantamentos.
As nomeações de primeiro escalão realizadas desde março foram, em sua maioria, compostas por servidores de carreira. Em todos os níveis, os escolhidos passaram por avaliação do Gabinete de Segurança Institucional. A gestão destaca que as decisões têm como premissas a preservação do erário e a aplicação responsável e eficiente dos recursos públicos, com foco em eficiência, transparência e resultados.
Quanto à estrutura do Executivo, a quantidade de secretarias foi reduzida. Atualmente a organização do governo conta com 28 secretarias; em março eram 32. A redução ocorreu por meio da fusão de algumas pastas, medida apresentada como parte do esforço de enxugamento da máquina administrativa.
A gestão interina do desembargador Ricardo Couto teve início no dia 23 de março de 2026. Ele assumiu o cargo após o governador Cláudio Castro renunciar para disputar uma vaga no Senado Federal. No dia 24 de março, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou o ex-governador Cláudio Castro inelegível. No dia 2 de junho, o plenário do TSE julgou recursos e manteve a decisão por 5 votos a 2. Com essa decisão, Castro ficou inelegível por oito anos, contados a partir da eleição de 2022, ou seja, até 2030.
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