O governo federal anunciou, nesta terça-feira (30), que o Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 contará com um investimento total de R$ 97,3 bilhões. Esses recursos serão direcionados a programas de crédito, seguro agrícola, compras públicas, assistência técnica e extensão rural, beneficiando diretamente os agricultores familiares do Brasil.
Desse montante, R$ 85,2 bilhões serão destinados ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), o que representa um aumento de quase 9% no crédito em comparação à safra anterior. Segundo a ministra do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Fernanda Machiaveli, “chegamos a mais de 2,4 milhões de agricultoras e agricultores familiares”.
A ministra destacou que houve uma redução nas taxas de juros aplicadas para a produção de alimentos básicos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, hortaliças e leite. Para a produção desses alimentos, a taxa de financiamento foi reduzida de 3% para 2% ao ano. Já para a produção orgânica e produtos da sociobiodiversidade, a taxa caiu de 2% para 1% ao ano.
Além disso, no Pronaf B, que se refere ao microcrédito rural, o limite de crédito por unidade familiar foi ampliado de R$ 53 mil para R$ 74 mil. O limite de renda anual da família para acessar esse crédito também aumentou, passando de R$ 50 mil para R$ 60 mil. Essa linha de crédito apresenta juros de 0,5% ao ano, prazo de três anos para pagamento e um desconto de até 40% para pagamentos em dia.
O governo também anunciou medidas específicas para apoiar mulheres rurais, como a redução da taxa de juros do Pronaf Investimento de 3% para 2% ao ano, com limite de até R$ 100 mil. No Pronaf B, as mulheres poderão contar ainda com uma nova linha de até R$ 8 mil de custeio e acessar até R$ 28 mil pelo microcrédito rural.
Com o objetivo de incentivar a participação de jovens no campo, o limite de crédito para dois jovens da mesma unidade familiar foi dobrado, passando de R$ 8 mil para R$ 16 mil. Nas linhas específicas do Pronaf Jovem, o valor máximo de investimento subiu de R$ 35 mil para R$ 50 mil, com a taxa de juros reduzida de 3% para 2% ao ano.
O Plano Safra também se estende para a habitação, permitindo que trabalhadores rurais tenham acesso a um limite de R$ 10 mil para reformas de moradia, com juros de 0,5% e um prazo de cinco anos para pagamento. Para o financiamento de imóveis, aqueles com renda de até R$ 150 mil por ano poderão se beneficiar com a taxa reduzida de 8% para 5% ao ano.
Além disso, agricultores familiares poderão adquirir máquinas com taxas de financiamento que caíram de 2,5% para 1,5% ao ano, e o limite de financiamento para esse tipo de compra foi aumentado de R$ 100 mil para R$ 120 mil. O plano ainda prevê a redução dos juros para investimentos em irrigação e outras práticas sustentáveis, demonstrando um compromisso com a produção responsável e a adaptação às mudanças climáticas.
Na mesma manhã, o governo lançou o plano Safra para a agricultura empresarial, que destinará R$ 525,1 bilhões ao setor agropecuário no próximo ano agrícola, com o objetivo de modernizar e aumentar a eficiência das propriedades rurais.
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