A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) divulgou hoje, 09 de julho de 2026, que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Brasil seguem em tendência de queda. No entanto, a situação é preocupante em nove capitais que ainda registram crescimento da doença, conforme relatório do boletim InfoGripe.
Entre os estados da Região Centro-Sul, a Influenza B apresenta aumento de casos, enquanto a incidência da síndrome permanece mais elevada entre crianças pequenas. A mortalidade, por sua vez, continua concentrada entre os idosos.
O boletim aponta que os casos graves de Influenza B estão em ascensão no Distrito Federal, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Em contrapartida, estados como Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná e São Paulo mostram indícios de interrupção do avanço ou início de queda nas infecções.
Até a Semana Epidemiológica 26, nove das 27 capitais apresentaram níveis de atividade de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas, com sinais de crescimento na tendência de longo prazo. As capitais afetadas são: Belo Horizonte, Boa Vista, Curitiba, Florianópolis, Goiânia, Manaus, Palmas, Porto Alegre e Rio Branco.
Outras 11 capitais também registram incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, mas sem crescimento sustentado nas últimas seis semanas. Essas são Aracaju, Belém, Brasília, Campo Grande, Cuiabá, João Pessoa, Macapá, Maceió, Rio de Janeiro, Salvador e São Luís.
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A pesquisadora do InfoGripe, Tatiana Portella, destaca que, apesar da queda nacional, a circulação dos vírus respiratórios permanece elevada em algumas regiões. Ela enfatiza a importância da vacinação contra a influenza, especialmente para os grupos prioritários, afirmando que essa medida pode reduzir o risco de hospitalizações e mortes.
“A população dos grupos prioritários deve manter a vacinação contra a influenza em dia, pois ela reduz o risco de hospitalizações e mortes. Também é importante que pessoas com sintomas respiratórios evitem contato com indivíduos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pessoas imunocomprometidas, além de utilizar máscara ao apresentar sintomas”, orienta.
Nos últimos quatro semanas epidemiológicas, 55,9% dos casos com resultado positivo para vírus respiratórios foram causados pelo vírus sincicial respiratório (VSR). Os demais vírus identificados incluem 23,3% de rinovírus, 12,7% de Influenza A, 8,4% de Influenza B e 2,2% de Sars-CoV-2, o vírus da covid-19.
Entre os óbitos registrados, a Influenza A foi responsável por 33,1% dos casos, seguida pelo rinovírus (26,3%) e pelo VSR (21,7%). Desde o início do ano, o Brasil notificou 109.347 casos de SRAG, sendo 56.530 (51,7%) com resultado positivo para algum vírus respiratório.
A Fiocruz também observa que os casos de SRAG têm mostrado início ou manutenção da queda entre pessoas de 2 a 49 anos e entre idosos com 65 anos ou mais. Contudo, na faixa etária de 50 a 64 anos, há um leve aumento nas ocorrências, enquanto entre crianças menores de 2 anos, o cenário é de estabilização.
A mortalidade permanece maior entre os idosos, com a Influenza A como principal causadora. Os casos de SRAG associados à covid-19 seguem em níveis baixos em todas as faixas etárias.
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