Novo guia do participante já está disponível, com versões para surdos, pessoas com TEA e com dislexia. Na prova, o candidato deve produzir texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas usando os textos motivadores.
Os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 já podem consultar a nova edição da cartilha “A Redação do Enem 2026 – Cartilha do Participante”, que foi disponibilizada nesta sexta-feira (18) para download. Versões do documento com orientações específicas também estão previstas para participantes surdos ou com deficiência auditiva, para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e para candidatos com dislexia.
Na prova, os participantes devem produzir um texto dissertativo-argumentativo, com até 30 linhas, a partir de um tema proposto, além de utilizar os textos motivadores que acompanham a redação. As provas do Enem 2026 serão aplicadas nos domingos 8 e 15 de novembro. A redação integra o primeiro dia de aplicação do exame, em todo o país.
A publicação reúne recomendações gerais e orientações para auxiliar os participantes na preparação. O material esclarece qual é a Matriz de Referência da redação e traz exemplos de redações que alcançaram altas pontuações na edição de 2025, acompanhadas de comentários pedagógicos dos corretores, para que os candidatos compreendam, na prática, os critérios usados na avaliação.
A cartilha também incentiva a leitura frequente como estratégia para ampliar vocabulário, diversificar repertório sociocultural e facilitar a elaboração de propostas de intervenção sobre o tema proposto.
Critério de correção
- Competência 1: demonstrar domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa, com respeito às regras do idioma;
- Competência 2: compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas do conhecimento para desenvolver o texto, com repertório sociocultural relacionado ao tema;
- Competência 3: selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista definido pelo candidato;
- Competência 4: demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação, garantindo coesão e encadeamento adequado das ideias;
- Competência 5: elaborar proposta para enfrentar de maneira crítica o problema abordado, respeitando os direitos humanos, conforme a Matriz de Referência.
No último ponto, o documento destaca a necessidade de respeito à dignidade humana; igualdade de direitos; reconhecimento e valorização das diferenças e diversidades; Estado laico; democracia na educação; e sustentabilidade socioambiental.
“É como se fosse um repertório guardado no bolso para ser usado com qualquer tema, mesmo que não seja totalmente adequado ou pertinente”
diz a cartilha, em alerta contra o chamado “repertório de bolso”, formado por referências prontas, memorizadas e de uso genérico, sem conexão real com o tema.
Situações que podem levar à nota zero ou anulação
- Fuga do tema: quando nem o assunto amplo nem o tema específico proposto são desenvolvidos;
- Parte deliberadamente desconectada: inclusão de trecho sem relação com o tema;
- Identificação do candidato: identificação em qualquer parte da folha de redação fora do espaço destinado exclusivamente para isso;
- Texto insuficiente: redação com até sete linhas manuscritas ou extensão de até dez linhas no sistema Braille;
- Texto em língua estrangeira: redação predominantemente ou integralmente em língua estrangeira;
- Letra ilegível: escrita que impossibilite a leitura por dois avaliadores independentes.
A cartilha explica, ainda, que se ocorrer a cópia de trechos da própria prova de redação ou do caderno de questões, a quantidade de linhas copiadas será descontada do total de linhas da redação.
Quanto à pontuação, cada redação será corrigida por dois avaliadores, que atribuirão nota de 0 a 200 pontos em cada uma das cinco competências. A soma desses pontos compõe a nota total atribuída por cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores.
O Enem é apontado como a principal forma de entrada na educação superior no país, por meio de programas federais como Sisu, Prouni e Fies, e seus resultados também são usados por instituições públicas e privadas na seleção de estudantes. Desde a edição de 2025, o exame voltou a certificar a conclusão do ensino médio para candidatos com 18 anos completos que alcancem a pontuação mínima exigida. Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, ampliando seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.
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