A bolsa de valores brasileira encerrou o pregão desta quarta-feira, 3 de junho de 2026, com uma queda significativa de 2,22%. O principal índice da B3, o Ibovespa, fechou aos 170.330 pontos, refletindo um dia de aversão ao risco no cenário global. O aumento das tensões no Oriente Médio e as preocupações com novas tarifas comerciais dos Estados Unidos sobre o Brasil e outros países foram os principais fatores que influenciaram o desempenho do mercado.
Durante o dia, o Ibovespa chegou a atingir uma mínima de 170.007 pontos, mas conseguiu se manter acima dos 170 mil pontos ao final do pregão. Este resultado representa o menor nível do índice desde o dia 20 de janeiro e, na semana, a queda acumulada é de 1,99%. O avanço do índice em 2026 foi reduzido para 5,71% após a perda de hoje.
A deterioração do clima entre os investidores foi acompanhada pela performance negativa das bolsas dos Estados Unidos, que interromperam uma sequência de recordes recentes devido ao agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã. Além disso, os investidores estão atentos à proposta de novas tarifas comerciais que os EUA pretendem implementar contra o Brasil. O Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) sugere uma taxa de 25% sobre parte das exportações brasileiras, o que agrava as incertezas no mercado.
No mercado de câmbio, o dólar comercial também apresentou alta, subindo 1,14% e encerrando o dia cotado a R$ 5,067. Durante a tarde, a moeda americana chegou a atingir a máxima de R$ 5,09. O real teve um desempenho negativo em comparação com outras moedas emergentes, influenciado pela saída de recursos da bolsa brasileira e pela cautela dos investidores em relação ao feriado de Corpus Christi.
Apesar da alta de hoje, o dólar acumula uma queda de 7,69% frente ao real em 2026. A valorização da moeda americana também se deu em função de dados econômicos mais positivos nos EUA e da expectativa de manutenção das taxas de juros elevadas por um período mais prolongado.
Adicionalmente, os preços do petróleo registraram um aumento, impulsionados pelas incertezas em torno de um possível acordo entre os Estados Unidos e Irã, além dos conflitos na região do Estreito de Ormuz. O barril do Brent, referência internacional, subiu 1,89%, fechando a US$ 97,81, enquanto o WTI, do Texas, avançou 2,4%, encerrando a US$ 96,02. O mercado permanece atento ao risco de interrupções no fornecimento global de petróleo, o que pode impactar a inflação e aumentar a cautela dos investidores.
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