O governo federal amplia investimentos industriais com novo aporte de R$ 140 bilhões. Municípios do sertão sergipano podem acessar crédito para geração de empregos e desenvolvimento regional.
A Nova Indústria Brasil (NIB), iniciativa do governo federal para impulsionar a indústria nacional, receberá um novo aporte de R$ 140 bilhões até o final deste ano. Com esse aumento, o total de investimentos do programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na industrialização brasileira alcançará R$ 750 bilhões desde 2023.
Desse total, R$ 102,5 bilhões virão dos cofres do BNDES, que é um banco público vinculado ao governo federal e focado no fomento de setores estratégicos da economia. Além disso, a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), contribuirá com R$ 37,5 bilhões.
O anúncio do novo investimento foi feito nesta segunda-feira, dia 22, em uma cerimônia que celebrou os 74 anos do BNDES, realizada na sede da instituição, no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, do vice-presidente Geraldo Alckmin e de vários ministros.
Os recursos serão direcionados a setores como fertilizantes, máquinas agrícolas, insumos farmacêuticos ativos (IFAs), biofármacos, terapias avançadas, mobilidade sustentável, inteligência artificial, audiovisual, minerais críticos e tecnologias duais, que abrangem aplicações civis e militares.
Durante a cerimônia, Aloizio Mercadante destacou a importância do BNDES na recuperação da indústria brasileira. Ele afirmou:
“A indústria teve um saldo extraordinário, nós interrompemos aquela desindustrialização prematura, estamos renovando, relançando a indústria, que é o carro-chefe, voltou a ser o principal setor de financiamento do BNDES. Não era assim, agora é.”
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, também fez uma observação importante sobre o papel do BNDES. Segundo ele, embora o banco tenha disponibilizado os recursos da NIB, o setor privado também está acompanhando o investimento.
“Das seis missões [objetivos estratégicos] que nós desenhamos na NIB, em quatro delas o setor privado é o que responde pela maior parte dos investimentos.”
No mesmo evento, o governo federal lançou o Portal Investe Indústria Brasil, um canal virtual que recebe apoio da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). O portal permitirá que empresas dos setores estratégicos registrem suas intenções de investimento e identifiquem gargalos que possam impedir a realização desses projetos.
Além disso, o BNDES e a Petrobras anunciaram uma parceria para desenvolver pesquisas e inovações relacionadas a minerais críticos, essenciais para as cadeias de transição energética e de petróleo e gás. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, enfatizou que a empresa busca dominar a tecnologia em minerais críticos, destacando a posição privilegiada do Brasil nesse setor.
O BNDES e a Petrobras também revelaram as três empresas vencedoras do primeiro leilão do ProFloresta+, uma iniciativa voltada à compra de créditos de carbono a partir da restauração de áreas degradadas na Amazônia. As empresas selecionadas são a Systemica, brCarbon e re.green, com o projeto previsto para mobilizar cerca de R$ 450 milhões em investimentos e gerar 6,3 mil empregos verdes.
Por fim, foi anunciado um financiamento de R$ 340 milhões para a Tembici, que permitirá à empresa de aluguel de bicicletas adquirir até 85 mil bicicletas elétricas (e-bikes), a serem alugadas a entregadores de plataformas digitais, com custo 25% inferior ao atual.
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