Nesta quinta-feira, 9 de julho, o dólar fechou em queda, alcançando o menor valor em três semanas, apesar das tensões que continuam entre os Estados Unidos e o Irã. O mercado de ações também teve um desempenho positivo, com a bolsa de valores subindo 1,22%. No mercado internacional, o petróleo recuou mais de 2%, refletindo a melhoria do apetite global por risco.
Os principais números do dia foram os seguintes: o dólar teve uma desvalorização de 0,5%, fechando a R$ 5,123; o Ibovespa teve alta de 1,22%, atingindo 172.742,12 pontos; e o petróleo Brent caiu 2,2%, sendo cotado a US$ 76,30 por barril. Em 2026, o dólar acumula uma queda de 6,65%, enquanto o Ibovespa apresenta uma alta de 7,21% no ano.
O dólar à vista encerrou o pregão cotado a R$ 5,123, com uma desvalorização de R$ 0,029 (-0,5%), marcando o menor fechamento desde o dia 17 de junho. A moeda norte-americana acompanhou a tendência observada no mercado exterior, perdendo força frente a outras divisas, como o euro e o iene, além de moedas de países emergentes, como o peso chileno e o peso colombiano.
Mesmo com o feriado da Revolução Constitucionalista em São Paulo, o mercado de câmbio funcionou normalmente, embora com um volume de negócios reduzido. Durante o dia, o dólar oscilou entre R$ 5,156, por volta das 10h, e R$ 5,1129, por volta das 15h. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, teve uma leve queda de 0,08%, alcançando 100,940 pontos.
Já o Ibovespa, após três sessões consecutivas de queda, fechou em alta de 1,22%, acompanhando o avanço das bolsas norte-americanas e beneficiado pela redução dos prêmios de risco no mercado internacional. Apesar da recuperação, o Ibovespa ainda acumula uma queda de 0,76% na semana. Em julho, o índice apresenta um crescimento de 0,42%, enquanto o avanço total em 2026 chega a 7,21%.
O petróleo, que havia alcançado o maior nível em duas semanas na quarta-feira, devolveu parte dos ganhos nesta quinta-feira. O barril do tipo Brent, referência para negociações internacionais, sofreu uma queda de 2,2%, encerrando o dia cotado a US$ 76,30. O barril WTI, do Texas, também recuou 2%, fechando a US$ 72,08. Essa correção ocorreu mesmo com a continuidade dos conflitos entre Estados Unidos e Irã e as dificuldades no tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo.
O mercado começou a reduzir o prêmio de risco geopolítico após relatos de esforços diplomáticos para retomar as negociações entre Washington e Teerã, diminuindo assim o temor de uma interrupção prolongada na oferta global de petróleo.
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