Os festejos juninos de 2026 movimentam fortunas nos municípios baianos. Só Irecê destina R$ 11,7 milhões em cachês para 30 shows, liderando os gastos do estado.
Irecê se destaca como o município baiano com o maior volume de recursos destinados a apresentações artísticas durante os festejos juninos de 2026. Segundo levantamento feito, a cidade informou um total de R$ 11,7 milhões em contratos, abrangendo 30 apresentações, sem contar os custos adicionais com a estrutura do evento.
No total, os municípios da Bahia declararam 4.393 apresentações em 2026, somando R$ 615,4 milhões em cachês. O Painel Junino do Ministério Público da Bahia (MPBA) destaca que 410 municípios já enviaram seus dados, representando 98,3% dos 417 municípios do estado, com apenas sete ainda pendentes. A análise abrange 2.115 atrações, com os valores sendo nominais, sem correção pela inflação.
A grade de Irecê inclui 30 apresentações programadas entre os dias 19 e 27 de junho. No dia 19, estão previstos shows de Olodum, Silvânia Aquino, Berg Rabelo, Dorgival Dantas, Zé Neto e Cristiano, além das Donas do Bar. No dia seguinte, se apresentam Klessinha, Vitor Fernandes, Ana Castela, Lairton e Seus Teclados e Michel Teló. O dia 21 traz Matheus Fernandes, Waldonys, Mamonas Assassinas – O Legado, Ruan Vitor Vaqueirinho, Diego e Victor Hugo e Toque Dez.
No dia 22, a programação conta com Henry Freitas, Forró do Molho e Seu Desejo, e no dia 23, Nattan, Mestrinho, Filhos de Zé, Maiara e Maraísa e Raquel dos Teclados. O dia 24 inclui Marcynho Sensação, Rey Vaqueiro, BaianaSystem e Menos é Mais, enquanto no dia 26 se apresenta Tayrone e no dia 27, Thiago Aquino, ambos como parte do São João do bairro Boa Vista.
Entre os cachês mais altos em Irecê, Zé Neto e Cristiano lideram com R$ 905 mil, seguidos por Ana Castela e Nattan, ambos com R$ 900 mil. Maiara e Maraísa aparecem com R$ 784 mil; Menos é Mais, com R$ 750 mil; e Henry Freitas, com R$ 600 mil.
Na sequência, Serrinha ocupa a segunda posição com R$ 9,2 milhões; Jequié vem em terceiro com R$ 8,9 milhões; Santo Antônio de Jesus aparece em quarto com R$ 8,7 milhões; e Itororó fecha o top cinco com R$ 7,5 milhões. Outros municípios notáveis incluem Iraquara, Luís Eduardo Magalhães, Itabuna, Camaçari e Conceição do Jacuípe, todos com valores significativos.
A liderança de Irecê em 2026 é resultado de um crescimento contínuo nos valores declarados nos últimos anos. Em 2022, a cidade reportou R$ 1,8 milhão em cachês; em 2023, esse valor subiu para R$ 3,1 milhões; em 2024, alcançou R$ 5,5 milhões; e em 2025, chegou a R$ 8,9 milhões, representando um aumento de aproximadamente 31% em relação ao ano anterior.
Enquanto isso, Serrinha também apresenta um aumento significativo, passando de R$ 2,5 milhões em 2022 para R$ 9,2 milhões em 2026. Jequié, por outro lado, viu uma diminuição, passando de R$ 10,4 milhões em 2025 para R$ 8,9 milhões em 2026. Santo Antônio de Jesus, famosa por suas tradições juninas, também registrou uma leve queda, de R$ 8,9 milhões em 2025 para R$ 8,7 milhões em 2026.
O cenário deste ano mostra uma mudança em relação aos anos anteriores, onde Salvador costumava liderar os gastos. Em 2026, a capital informou apenas R$ 3,2 milhões, devido ao cancelamento do São João no parque de exposições. No total, os valores de 2026 apresentam uma diminuição em comparação a 2025, mas ainda são superiores aos de 2024, 2023 e 2022. A predominância dos recursos é municipal, com R$ 532,9 milhões, representando 86,6% do total.
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