A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo anunciou na manhã desta segunda-feira, 1º de junho de 2026, que o homem de 37 anos, internado no Hospital Emílio Ribas, não está contaminado com ebola. Os exames realizados no paciente não identificaram material genético do vírus em sua amostra.
O homem, que é imigrante da República Democrática do Congo, esteve recentemente em seu país de origem e apresentou sintomas que poderiam ser compatíveis com a doença. Inicialmente, os exames já haviam revelado um quadro de meningite meningocócica.
Ao ser admitido no Emílio Ribas, o paciente apresentava um estado grave, com diarreia, desorientação e deterioração rápida de seu quadro clínico, o que levou à necessidade de intubação. Atualmente, ele permanece em isolamento na unidade, seguindo os protocolos de biossegurança estabelecidos para essas situações.
Representantes do Ministério da Saúde, da Secretaria Estadual da Saúde e do Hospital Emílio Ribas estão acompanhando o caso. O Ministério da Saúde foi notificado no último sábado, 30 de maio, sobre dois casos suspeitos de ebola, um em São Paulo e outro no Rio de Janeiro.
No Rio de Janeiro, o caso envolve um viajante que chegou de Uganda, hospedado no bairro de Vila Isabel, e que apresentou sintomas como calafrios, tosse e diarreia. Os exames realizados no Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz) confirmaram um resultado positivo para malária. O paciente está recebendo cuidados do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz), que é a unidade de referência para doenças infecciosas, e aguarda a confirmação da infecção por ebola.
O Ministério da Saúde informou que o risco de transmissão do ebola no Brasil e na América do Sul é considerado baixo. Segundo a pasta, o país possui protocolos de vigilância, assistência e resposta para a identificação, investigação e manejo de casos suspeitos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou, em 17 de julho de 2019, Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII) por ebola na República Democrática do Congo, medida que está prevista no Regulamento Sanitário Internacional. No momento, a OMS considera o risco elevado apenas no país afetado e nas nações vizinhas.
Atualmente, durante o surto de ebola na República Democrática do Congo e em Uganda, foram confirmadas 18 mortes em 134 casos, com uma taxa de mortalidade de 13%, que está abaixo da média histórica. Além disso, há 223 mortes e 906 casos em investigação, e a OMS declarou um surto de ebola nos dois países há 15 dias.
A Doença pelo Vírus Ebola (DVE) é uma condição grave, com taxa de letalidade que pode alcançar até 90%, afetando tanto seres humanos quanto primatas não-humanos, como macacos, gorilas e chimpanzés. Os sintomas incluem febre alta, dor intensa de cabeça, dores musculares, fadiga, náuseas, vômitos, diarreia e dor abdominal. A transmissão do vírus ocorre através do contato direto com fluidos corporais de pessoas infectadas, especialmente nas fases mais avançadas da doença.
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