O Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), iniciou uma investigação na última sábado, 30 de maio, após a chegada de um viajante belga que retornou de Uganda, na África. O paciente apresenta sintomas virais que levantaram preocupações, levando a Fiocruz a adotar um protocolo de atendimento especializado.
O homem chegou ao instituto com tosse, calafrios e diarreia, sintomas que geraram alerta das autoridades de saúde. Embora os primeiros exames de amostras biológicas tenham confirmado a presença de malária, o resultado do exame de sangue ainda não foi finalizado. A Fiocruz informou que o paciente permanecerá isolado até que um diagnóstico conclusivo seja obtido, uma medida de precaução devido ao histórico de viagens do paciente, uma vez que Uganda é um país com registros de ebola.
“A medida é de precaução, considerando o histórico de viagem do paciente”, afirmou a Fiocruz em nota à imprensa no domingo, 31 de maio.
Além do paciente belga, as autoridades de saúde também estão monitorando as pessoas que tiveram contato com ele, contando com a colaboração das secretarias municipal e estadual de Saúde para o acompanhamento do caso. A Fiocruz reiterou que o vírus do ebola não é transmitido por via respiratória, como acontece com a gripe, mas sim por contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos ou animais infectados.
Atualmente, a África Central enfrenta um surto de ebola, com o epicentro localizado no Congo e casos também registrados em Uganda. Esta doença é conhecida por provocar febre hemorrágica e tem alta letalidade, o que torna a vigilância ainda mais importante.
A Fiocruz é uma referência no Brasil para o tratamento de casos suspeitos de ebola, oferecendo atendimento médico especializado e realização de testes diagnósticos. Apesar das preocupações, a instituição informou que o risco de transmissão do vírus no Brasil é considerado baixo.
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