O mundo perdeu um dos seus mais notáveis intelectuais, o filósofo e sociólogo francês Edgar Morin, que faleceu na última sexta-feira, 29 de maio de 2026, aos 104 anos. A notícia foi confirmada pela Multiversidad Mundo Real Edgar Morin, uma instituição internacional com sede no México dedicada à disseminação do conhecimento do pensador.
O Centro de Estudos e Pesquisas Edgar Morin, localizado em São Paulo, também expressou seu pesar pela morte deste grande pensador. Morin era autor de mais de 30 obras, entre as quais se destacam títulos como Os sete saberes necessários à educação do futuro, A cabeça bem feita e O método.
Considerado um ícone do humanismo, Edgar Morin deixou um legado que transformou a forma como compreendemos o conhecimento, a educação e a condição humana. Segundo a nota emitida pela Multiversidad, seu trabalho buscou “compreender a incerteza, reconectar o conhecimento e abraçar a complexidade da condição humana”.
Morin acreditava que os grandes desafios do mundo não poderiam ser abordados isoladamente, mas sim através do diálogo entre diferentes áreas do conhecimento, experiências e formas de entender a realidade.
“Seu conceito de pensamento complexo permitiu o reconhecimento da relação inseparável entre o indivíduo, a sociedade, a espécie, a natureza, a história e a cultura”, destacou a nota.
Além de suas contribuições teóricas, Morin ensinou que viver é aprender a lidar com a incerteza, a compreender as contradições e a reconhecer que a realidade é composta por múltiplas dimensões. Uma frase marcante do pensador, que está em destaque na página da instituição, reflete sua filosofia de vida:
“Enquanto eu estiver possuído pelas forças da vida, o espectro da morte se afasta.”
A trajetória de Edgar Morin será sempre lembrada por sua profunda reflexão sobre a condição humana e a complexidade do mundo em que vivemos. Sua obra continua a inspirar novas gerações de pensadores e educadores, que buscam compreender e transformar a sociedade.
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