Ao longo de 2026 a PF abriu 1.292 inquéritos sobre crimes eleitorais e mantém mais de 2.200 investigações ativas, com 62 operações realizadas. Neste domingo, 28 pessoas foram detidas em sete estados e no Distrito Federal.
No domingo (4), o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que mais de R$ 30 milhões foram apreendidos ao longo de 2026 em ocorrências relacionadas a crimes eleitorais. Além desse montante em dinheiro, outros bens apreendidos somam R$ 45 milhões.
Segundo balanço apresentado em entrevista coletiva, a Polícia Federal instaurou 1.292 inquéritos policiais sobre crimes eleitorais no ano de 2026. No total, são mais de 2.200 investigações ativas e 62 operações realizadas ao longo do período.
Apenas neste domingo, 28 pessoas foram detidas em sete estados e no Distrito Federal por suspeita de envolvimento em crimes eleitorais. Em Roraima, a operação resultou na apreensão de mais de R$ 300 mil em dinheiro vivo.
O diretor-geral destacou que as ocorrências registradas nesta manhã não atrapalharam o processo eleitoral ou a votação. Em seguida, reafirmou o compromisso da corporação com a segurança do pleito e a atuação em parceria com outras instituições.
“Reafirmo nosso compromisso com a democracia, com o processo eleitoral e com o papel que a Polícia Judiciária da União e a Polícia Judiciária Eleitoral estão cumprindo junto com os parceiros. Ninguém faz nada sozinho”
Rodrigues também informou que foram abertos 97 inquéritos policiais relacionados à violência política de gênero, área em que a Polícia Federal tem atuado de forma coordenada. Esse foco busca enfrentar episódios que atingem candidatas e participantes do processo político em razão de gênero.
O diretor-geral ressaltou ainda a coordenação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e a parceria operacional com a Polícia Rodoviária Federal, a Polícia Penal Federal e as polícias estaduais. Essas articulações, segundo ele, são parte das ações para garantir a regularidade e a segurança das eleições.
Além disso, Rodrigues informou que policiais de Angola estão acompanhando as eleições brasileiras como observadores, dentro de um acordo de cooperação estabelecido entre as corporações. Conforme explicado, a presença desses agentes tem o objetivo de levar a experiência brasileira ao país parceiro e contribuir para o aprimoramento do processo eleitoral angolano.
Os números divulgados pelo comando da Polícia Federal mostram a dimensão das operações e investigações em curso no ano eleitoral. As apreensões em dinheiro e bens, o volume de inquéritos e o apoio de parceiros indicam a prioridade dada à fiscalização e à repressão de ilícitos que possam interferir no pleito.
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