O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) registrou uma variação de 0,62% em maio de 2026, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Essa prévia da inflação é 0,27 ponto percentual inferior à taxa do mês anterior, que foi de 0,89%. Essa diminuição na taxa é reflexo de uma série de fatores, principalmente no que diz respeito aos preços de alimentos e bebidas.
Ao comparar com o mesmo mês do ano passado, o índice apresenta uma alta. Até agora, em 2026, o IPCA-15 acumula um aumento de 3,02% e, nos últimos 12 meses, a alta chega a 4,64%, superando a taxa de 4,37% registrada nos 12 meses anteriores. Em maio de 2025, o IPCA-15 tinha alcançado 0,36%.
“Os grupos que mais influenciaram a variação foram alimentação e bebidas, habitação, e saúde e cuidados pessoais”, afirma o IBGE.
Das nove categorias de produtos e serviços analisados, o grupo de alimentação e bebidas apresentou a maior variação, com 1,38%. Em segundo lugar, ficou habitação com 1,03%, seguido por saúde e cuidados pessoais, que teve uma variação de 1,05%. As outras categorias mostraram variações que foram desde -0,33% em transportes até 0,50% em despesas pessoais.
No grupo de transportes, que apresentou uma variação negativa de -0,33%, os combustíveis desaceleraram de uma alta de 6,06% em abril para uma queda de -1,47% em maio. O etanol, por exemplo, teve uma queda de 2,73%, enquanto o óleo diesel e a gasolina recuaram 2,04% e 1,32%, respectivamente. No entanto, o gás veicular teve um aumento de 2,12% e as passagens aéreas subiram 3,25%. O preço do ônibus urbano também recuou 0,56%, em parte devido a isenções tarifárias em algumas cidades.
O grupo de alimentação e bebidas, que subiu 1,38%, viu a alimentação no domicílio variar de 1,77% em abril para 1,73% em maio. As quedas nos preços da maçã (-2,32%) e do café moído (-2,09%) contribuíram para esse resultado, enquanto altas significativas foram observadas na batata-inglesa (26,29%) e no tomate (12,97%). A alimentação fora do domicílio teve uma desaceleração, passando de 0,7% em abril para 0,51% em maio.
No setor de habitação, que registrou uma alta de 1,03%, a energia elétrica residencial, com um aumento de 2,16%, foi o principal fator a impactar o índice. Em maio, entrou em vigor a bandeira tarifária amarela, que implica uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.
Na área de saúde e cuidados pessoais, que teve uma variação de 1,05%, os produtos de higiene pessoal e os produtos farmacêuticos também tiveram suas contribuições para o aumento, com variações de 1,60% e 1,25%, respectivamente. Além disso, houve um reajuste autorizado de até 3,81% nos preços dos medicamentos desde 1º de abril.
A coleta de preços foi realizada entre 16 de abril e 15 de maio, e os dados foram comparados com os preços vigentes de 18 de março a 15 de abril de 2026. O indicador é referente a famílias com rendimento de 1 a 40 salários-mínimos e abrange várias regiões metropolitanas do país, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, e Brasília.
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