Yorvipath (palopegteriparatida) foi autorizado para repor o hormônio da paratireoide em adultos. A doença reduz o cálcio no sangue e pode ocorrer após cirurgias ou por causas genéticas e autoimunes.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou o registro do medicamento Yorvipath (palopegteriparatida), indicado como terapia de reposição do hormônio da paratireoide para o tratamento de adultos com hipoparatireoidismo crônico.
A agência destacou, em nota, que o hipoparatireoidismo é uma condição rara, mas tratável, caracterizada por baixos níveis de cálcio no sangue. Segundo a Anvisa, a causa mais comum são danos às glândulas paratireoides durante cirurgias, embora a doença também possa ser provocada por condições de origem genética e por processos autoimunes.
De acordo com a avaliação da autoridade reguladora, a palopegteriparatida — substância ativa do Yorvipath — é um pró-fármaco de liberação prolongada do hormônio da paratireoide, desenvolvido para manter uma exposição contínua e estável por até 24 horas. Esse formato de liberação foi descrito como capaz de favorecer uma regulação mais fisiológica dos minerais envolvidos no metabolismo ósseo.
Segundo a Anvisa, o medicamento age promovendo a regulação do cálcio e do fosfato no organismo. Entre os efeitos apontados pela agência estão o aumento da reabsorção renal de cálcio, a modulação da excreção de fosfato e a estimulação da produção de vitamina D ativa, mecanismos que, em conjunto, contribuem para o controle dos níveis minerais afetados pela deficiência do hormônio da paratireoide.
“Com isso, apresenta potencial para restaurar de forma mais fisiológica as funções do PTH ausente ou insuficiente”
destacou a nota.
O registro do Yorvipath amplia as opções terapêuticas para pacientes adultos com hipoparatireoidismo crônico, condição que exige acompanhamento médico regular para controle dos níveis de cálcio e prevenção de complicações. A publicação do registro formaliza que o medicamento atendeu às exigências regulatórias avaliadas pela autoridade sanitária para uso na população indicada.
Informações adicionais sobre indicação, posologia, contraindicações e possíveis efeitos adversos devem constar na bula aprovada pela agência e serão os guias utilizados por profissionais de saúde no manejo da condição. Pacientes e familiares que tiverem dúvidas sobre o tratamento ou sobre o novo registro são orientados a procurar orientação médica ou acompanhamento especializado.
Siga o Jornal do Sertão e receba as notícias do sertão sergipano em primeira mão.

