Dados divulgados nesta sexta mostram deflação de -0,32% em agosto; habitação caiu 2,17% e teve impacto de -0,38 p.p. no índice. No acumulado em 12 meses, o INPC soma 3,98%.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), referência para a correção anual de salários, fechou o mês de agosto com variação negativa de -0,32%. No acumulado dos últimos 12 meses, o indicador marcou 3,98%.
Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (11). Em comparação, o INPC já tinha apresentado deflação em julho (-0,01%) e, em agosto de 2025, a variação havia sido de -0,21%.
Entre os grupos pesquisados, o que mais puxou o índice para baixo em agosto foi o setor de habitação, que caiu -2,17% e teve impacto de -0,38 ponto percentual no INPC. A explicação para a queda está relacionada ao Bônus de Itaipu, desconto na conta de luz que consumidores receberam no mês passado.
O comportamento do INPC é acompanhado de perto por categorias profissionais e beneficiários de direitos trabalhistas, porque o indicador costuma ser usado como base para reajustes salariais ao longo do ano. O salário mínimo, por exemplo, leva em consideração o resultado do INPC apurado até novembro no seu cálculo.
Além disso, o INPC influencia outros valores pagos pelo sistema previdenciário: o seguro-desemprego, o teto do INSS e benefícios de quem recebe acima do salário mínimo são reajustados com base no INPC acumulado até dezembro.
Também nesta sexta-feira foi divulgado o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que registrou a menor taxa em quatro anos, com variação de -0,32%.
Há diferenças metodológicas entre os dois índices: o INPC apura a inflação para famílias com renda de um até cinco salários mínimos, enquanto o IPCA abrange lares com renda de um até 40 salários mínimos. Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621.
No INPC são pesquisados preços de 367 subitens, dez a menos que no IPCA. O cálculo também atribui pesos diferentes para os grupos de despesas: os alimentos representam cerca de 25% no INPC, mais do que no IPCA (aproximadamente 21%), refletindo o maior peso das despesas com alimentação nas famílias de menor renda. Em sentido oposto, o preço da passagem aérea pesa menos no INPC do que no IPCA.
“tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento”
O comportamento do INPC em agosto reforça a influência de fatores pontuais — como o desconto na conta de energia — sobre a inflação que atinge famílias de menor renda e sobre os índices usados para reajustes contratuais e benefícios sociais.
Siga o Jornal do Sertão e receba as notícias do sertão sergipano em primeira mão.

