A seis dias do fim do prazo para a entrega da Declaração do Imposto de Renda, 30,2% dos contribuintes ainda não acertaram as contas com o Leão. Até as 17h57 do último sábado, 23 de maio, a Receita Federal já havia recebido 30.694.236 declarações referentes ao ano-base de 2025.
Esse número representa 69,8% do total de declarações esperadas para este ano, que é de 44 milhões. Historicamente, o ritmo de entrega costuma aumentar nas últimas semanas antes do prazo final.
De acordo com a Receita Federal, 62,3% das declarações já entregues têm direito à restituição, 20,9% deverão pagar imposto e 16,8% não têm imposto a pagar nem a receber.
“É importante que os contribuintes fiquem atentos ao prazo e evitem multas”, alertou um representante da Receita Federal.
A maioria dos contribuintes, cerca de 77,2%, preencheu suas declarações utilizando o programa de computador disponibilizado pela Receita. Além disso, 15,8% optaram pelo preenchimento online, que permite o salvamento do rascunho na nuvem da Receita, enquanto 7,1% utilizaram o aplicativo Meu Imposto de Renda em seus smartphones e tablets.
Um dado interessante é que 59,4% dos contribuintes que já entregaram seus documentos utilizaram a declaração pré-preenchida, que permite baixar uma versão preliminar e apenas confirmar ou corrigir as informações. A opção de desconto simplificado foi escolhida por 55,4% dos que entregaram.
O prazo de entrega da declaração começou em 23 de março e se encerra às 23h59 do dia 29 de maio. O programa gerador da declaração está disponível desde 19 de março. Para aqueles que não entregarem suas declarações dentro do prazo, a penalidade será uma multa de R$ 165,74 ou 1% do imposto devido, prevalecendo o valor mais alto.
Vale lembrar que as pessoas físicas que receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 ou que tiveram receita bruta da atividade rural acima de R$ 177.920 são obrigadas a declarar. Entretanto, aqueles que receberam até dois salários mínimos mensais em 2025 estão dispensados, a menos que se enquadrem em outro critério de obrigatoriedade.


Fonte: Agência Brasil – Economia
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