Jornal do SertãoJornal do SertãoJornal do Sertão
Font ResizerAa
  • Home
  • Sergipe
  • Economia
  • Eventos
  • Entretenimento
  • Saúde
  • Política
  • Educação
  • Ofertas
Reading: Violência política de gênero dispara: denúncias crescem 11 vezes em 2 anos
Share
Font ResizerAa
Jornal do SertãoJornal do Sertão
Buscar
  • Home
  • Sergipe
  • Economia
  • Eventos
  • Entretenimento
  • Saúde
  • Política
  • Educação
  • Ofertas
Have an existing account? Sign In
Follow US
Sergipe

Violência política de gênero dispara: denúncias crescem 11 vezes em 2 anos

Thalita Soledade
Last updated: 23/09/2026 21:52
Thalita Soledade
Published: 23/09/2026
Share
Violência política de gênero dispara: denúncias crescem 11 vezes em 2 anos

Dados do TSE mostram alta acentuada de 2022 a 2024, em ano de eleições. Ataques a candidatas em Pernambuco, Espírito Santo e Minas expõem a escalada de agressões durante campanhas.

As denúncias sobre violência política de gênero têm crescido, especialmente em ano de eleição. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que, de 2022 a 2024, os processos relacionados a esse tipo de crime aumentaram 11 vezes.

Casos relatados em diferentes estados ilustram a gravidade do problema. Em Pernambuco, uma deputada estadual recebeu uma pedrada durante compromisso de campanha no interior do estado e foi parar no hospital. No Espírito Santo, um artefato explosivo foi lançado contra integrantes da campanha de uma candidata a deputada federal. Em Minas Gerais, uma candidata recebeu ameaças de estupro na internet e teve dados de familiares expostos. No Rio de Janeiro, a ameaça foi de morte, inclusive com citação direta ao assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.

Todas essas denúncias foram recebidas por movimentos sociais que, diante da gravidade dos relatos, redigiram um documento pedindo medidas do Estado para coibir as agressões. O relatório foi entregue ao TSE.

Enfrentamento

Os movimentos sociais indicam estratégias diversas para enfrentar a violência política de gênero, incluindo responsabilização dos agressores, maior cooperação com plataformas digitais e campanhas de conscientização sobre o que constitui violência política dirigida a mulheres.

Sobre a responsabilização e o impacto da impunidade, a coordenadora de Incidência Política da organização Terra de Direitos, Gisele Barbiere, ressaltou a necessidade de respostas efetivas do Estado:

“A impunidade, a falta de respostas para esses casos faz com que esses algozes se sintam mais encorajados a intimidar e violentar as mulheres dessa forma”

Outro aspecto apontado pelos movimentos é que a violência política atinge a própria democracia, ao limitar o exercício de mandatos e a representação política. A coordenadora de Programas e Estratégia do Instituto Marielle Franco, Larissa Amorim, destacou esse ponto:

“Quando você expõe dados pessoais, ou quando você ameaça a família daquela parlamentar ou daquela gestora pública, isso ameaça, inclusive, o direito ao exercício do seu mandato, ou exercício da sua ocupação de carácter político. O que, por sua vez, ameaça o princípio de representação política. Então, é um problema da nossa democracia”

Recorte racial

Uma pesquisa do Instituto Marielle Franco publicada em 2025 analisou 77 casos de violência política entre 2021 e 2025. O estudo mostrou que 87% das vítimas eram mulheres negras, indicando que a violência não atinge todas as mulheres da mesma forma.

Ao comentar esse recorte racial, Gisele Barbiere chamou atenção para a natureza e os ataques direcionados às vítimas:

“O que a gente vê quando se trata dessa violência de gênero com esse recorte racial é uma violência muito mais perversa, porque ela sempre vai diretamente em críticas ao corpo, à aparência. São xingamentos comparando as mulheres a animais”

Para ampliar a resposta estatal, Larissa Amorim defendeu a incorporação da perspectiva racial na legislação que trata do tema. Em referência à lei 14.192/2021, ela explicou por que essa inclusão é necessária:

“E por que isso é importante? Porque se ela (a lei) não traz uma dimensão racial na sua estrutura, essa certamente não é uma dimensão que será incorporada pelas políticas construídas a partir da lei. E é uma coisa que precisa ser feita pra gente qualificar a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento à violência política de gênero e raça. Porque as mulheres negras, as mulheres trans negras, inclusive, são alvo prioritário dessa violência”

Movimentos e organizações apontam, assim, caminhos que passam por medidas práticas de responsabilização, cooperação com plataformas digitais e alteração de políticas públicas para incluir recorte racial. O debate segue enquanto os casos e as denúncias continuam a ser registrados e encaminhados às autoridades competentes.

Não deixe o algoritmo decidir o que você vê.

Siga o Jornal do Sertão e receba as notícias do sertão sergipano em primeira mão.

InstagramFacebookTelegram
Share This Article
Facebook Email Copy Link Print
ByThalita Soledade
Thalita Soledade é jornalista e colaboradora editorial com atuação em múltiplos portais de notícias. Acompanha de perto o cotidiano informativo, contribuindo com cobertura abrangente de pautas regionais e nacionais.
Previous Article BC amplia controle sobre criptomoedas e exige comunicação de carteiras autocustodiadas BC amplia controle sobre criptomoedas e exige comunicação de carteiras autocustodiadas
Next Article Cláudio Mitidieri lembra atuação na Maternidade São José e no Ipesaúde Cláudio Mitidieri lembra atuação na Maternidade São José e no Ipesaúde

Posts recentes

  • Qualifica Sergipe forma maioria de mulheres em cursos por todo o estado, diz gestão Mitidieri
  • Susane Vidal percorre regiões de Sergipe com apoio declarado de Emília
  • Valmir de Francisquinho assume compromissos com o magistério de Sergipe
  • Simão Dias concentra investimentos do governo Mitidieri no Centro-Sul
  • Aracaju tem ação gratuita do Setembro Amarelo na segunda-feira, 28

Comentários

Nenhum comentário para mostrar.

Arquivos

  • setembro 2026
  • agosto 2026
  • julho 2026
  • junho 2026
  • maio 2026
  • setembro 2012
  • junho 2012
  • abril 2012
  • março 2012
  • fevereiro 2012
  • janeiro 2012
  • dezembro 2011
  • novembro 2011
  • outubro 2011
  • setembro 2011
  • agosto 2011
  • maio 2011
  • abril 2011
  • março 2011
  • fevereiro 2011
  • janeiro 2011
  • dezembro 2010
  • novembro 2010

Categorias

  • Alagoas
  • Aquidabã
  • Aracaju
  • Artigos
  • Barra dos Coqueiros
  • Caninde de Sao Francisco
  • Carira
  • Cultura
  • Economia
  • Educação
  • Entretenimento
  • Esportes
  • Eventos
  • Feira Nova
  • Futebol
  • Gararu
  • Itabaiana
  • Meio Ambiente
  • Monte Alegre de Sergipe
  • Nossa Senhora Aparecida
  • Nossa Senhora das Dores
  • Nossa Senhora do Socorro
  • Nsa Senhora da Gloria
  • Paulo Afonso
  • Poco Redondo
  • Policial
  • Política
  • Porto da Folha
  • Ribeirópolis
  • Saúde
  • Sem categoria
  • Sergipe

Você Pode Gostar

Fábio Henrique compara representação de Lagarto e Itabaiana à da Grande Aracaju
AracajuNossa Senhora do SocorroPolíticaSergipe

Fábio Henrique compara representação de Lagarto e Itabaiana à da Grande Aracaju

23/09/2026
Cláudio Mitidieri lembra atuação na Maternidade São José e no Ipesaúde
ItabaianaPolítica

Cláudio Mitidieri lembra atuação na Maternidade São José e no Ipesaúde

23/09/2026
Como escolher seus candidatos nas Eleições 2026: 6 dicas essenciais
Sergipe

Como escolher seus candidatos nas Eleições 2026: 6 dicas essenciais

23/09/2026
© 2026 Jornal do Sertão — Um Tributo ao Forte Sertanejo. Todos os direitos reservados — Feito com ❤ pela R2 Sites
Bem-vindo de volta!

Entre na sua conta

Username or Email Address
Password

Lost your password?