Lula assinou decreto criando o Sintrilhas, política pública permanente para trilhas no Brasil. Iniciativa abre oportunidade para o sertão sergipano atrair visitantes e gerar renda no interior.
No dia 10 de junho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, assinaram um decreto que institui o Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas). Essa medida transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) em uma política pública permanente, buscando fortalecer o turismo de natureza no Brasil.
A cerimônia de assinatura ocorreu no Palácio do Planalto, em Brasília, e faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas para a proteção ambiental e o desenvolvimento sustentável. Com a criação do Sintrilhas, o governo almeja utilizar o turismo de natureza como uma ferramenta para geração de emprego e renda, além de promover o desenvolvimento regional.
A nova política promete também ampliar a segurança dos usuários e estruturar rotas de visitação, colocando o Brasil em uma posição mais competitiva no mercado internacional de turismo de natureza. Atualmente, a rede conta com 22 trilhas reconhecidas, mais de 7 mil quilômetros sinalizados, abrangendo 18 estados e 184 municípios, além de conectar 347 unidades de conservação. O planejamento nacional visa ultrapassar 16 mil quilômetros de rotas, abrangendo todos os biomas terrestres brasileiros e a zona costeira e marinha.
O Sintrilhas será coordenado pelo Ministério do Turismo, pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Durante a cerimônia, o presidente Lula destacou a importância de preservar as riquezas naturais do Brasil e de ampliar o acesso da população às áreas protegidas, afirmando:
“Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro. Precisamos valorizar nossas áreas protegidas, atrair visitantes e mostrar ao mundo a riqueza que o Brasil possui.”
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, ressaltou que o decreto transforma uma iniciativa que já vinha sendo construída ao longo dos últimos anos em uma política pública permanente. Ele enfatizou que a estruturação das trilhas pode aumentar a circulação de visitantes, diversificar destinos e gerar oportunidades para pequenos negócios locais.
Além disso, o Sintrilhas conectará paisagens naturais, unidades de conservação, comunidades, atrativos turísticos e cadeias econômicas locais, com a expectativa de aumentar o tempo de permanência dos visitantes e fortalecer atividades como hospedagem, alimentação, guiamento turístico e artesanato. Essa medida também pode beneficiar regiões fora dos principais roteiros turísticos, distribuindo melhor os resultados econômicos do setor entre municípios de diferentes portes.
A RedeTrilhas, criada em 2018, agora contará com uma estrutura nacional permanente de planejamento, implantação, gestão, monitoramento e promoção. O decreto institui ainda a Estratégia Nacional de Trilhas, o Cadastro Nacional de Trilhas e o Comitê Nacional de Trilhas, com o objetivo de aumentar a governança e integrar os diversos níveis de governo e a sociedade civil.
O ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, destacou que a conservação ambiental e o desenvolvimento econômico podem coexistir. Ele afirmou que as trilhas ajudam a valorizar os territórios, proteger a biodiversidade e criar oportunidades para as comunidades locais.
Além do Sintrilhas, o governo anunciou um pacote de medidas ambientais, incluindo a Política Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga, que visa recuperar áreas degradadas e promover a produção sustentável. Também foram anunciados investimentos significativos para estimular o desenvolvimento sustentável, totalizando mais de R$ 1 bilhão.
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