A Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa) informou que está monitorando os impactos do vazamento de gás que ocorreu no final da tarde de quarta-feira (15) em um dos tanques de monômero de estireno da unidade IV da empresa petroquímica Innova, localizada no Distrito Industrial de Manaus. A situação, que gerou preocupação, resultou em ações e exigências por parte da autarquia.
Em nota, a Suframa destacou que está acompanhando “o desenrolar da situação” e exigindo “informações circunstanciadas sobre as medidas de contenção adotadas e sobre os efeitos da ocorrência na regularidade do projeto aprovado e nas condições de uso do lote”. A empresa, segundo a Suframa, tem a obrigação de garantir a segurança de suas instalações.
“É preciso ressaltar que o Distrito Industrial de Manaus é espaço de competências compartilhadas e o protocolo de atuação a esse sinistro exige atuação coordenada das entidades públicas federais, estaduais e municipais”, afirmou a superintendência.
O superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, divulgou um vídeo em suas redes sociais, enfatizando que a segurança das operações industriais e a proteção da população são prioridades. “A preocupação da Suframa é com os trabalhadores que aqui labutam e com os trabalhadores que estão no entorno do Distrito Industrial. Todas as medidas necessárias e cabíveis no que diz respeito à avaliação das etapas produtivas e no que diz respeito à avaliação dos incentivos fiscais e no que compete à Suframa, a Suframa fará todo o suporte necessário”, explicou.
Montenegro também sugeriu que as empresas do Distrito Industrial permitissem a liberação de seus trabalhadores. “Institucionalmente, dentro da Suframa, os servidores hoje estão exercendo suas atividades de forma remota, como precaução”, informou.
Apesar das recomendações, alguns trabalhadores de empresas na área foram obrigados a comparecer ao trabalho. Funcionários anônimos relataram que algumas pessoas apresentaram mal-estar, com sintomas como enjoo, coceira nos olhos, dor de cabeça e nariz escorrendo. Um trabalhador relatou que o forte odor do vazamento era “semelhante a thinner, tinta, um cheiro que não fedia muito, mas era sufocante”.
O cheiro ainda estava presente na região, embora menos intenso do que no dia anterior. Outro funcionário mencionou que a empresa não permitiu que eles se ausentassem, mesmo com o desconforto causado pelo odor. “Tentamos solicitar dispensa, mas disseram que deveríamos ir ao médico e trazer declaração de comparecimento”, contou.
A Secretaria de Estado de Saúde informou que 16 pessoas foram atendidas em unidades de saúde na quarta-feira. A empresa Innova, por sua vez, declarou que o vazamento foi controlado e que não houve vítimas. A Prefeitura de Manaus está acompanhando o caso e recomendou que a população evite circular pela área afetada até que a situação seja considerada segura.
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