Facebook e Google estão na mira do STF nesta quarta (10). A Corte julga se as big techs respondem por conteúdos ilegais publicados por usuários em suas plataformas.
O Supremo Tribunal Federal (STF) irá julgar, nesta quarta-feira (10), recursos apresentados por grandes plataformas de redes sociais contra uma decisão que reconheceu sua responsabilidade por postagens ilegais feitas por usuários. A sessão está marcada para começar às 14h.
Os recursos foram protocolados pelo Facebook e Google e visam esclarecer a decisão da Corte, que considerou que as big techs devem ser responsabilizadas por conteúdos compartilhados em suas plataformas. As empresas solicitam um prazo para a implementação das regras definidas durante o julgamento ou, alternativamente, que a aplicação das normas só ocorra após o trânsito em julgado da decisão do plenário.
Além disso, as plataformas pleiteiam que seja reconhecida a presunção relativa de culpa, permitindo a apresentação de provas que contradigam essa responsabilidade.
“O Artigo 19 do Marco Civil da Internet, que limitava a responsabilização das plataformas, foi considerado inconstitucional em junho do ano passado”, destacou um especialista.
O STF decidiu que o dispositivo, que garantia que as plataformas só poderiam ser responsabilizadas por postagens de usuários após ordem judicial para remoção de conteúdos ilegais, não protegia de forma adequada os direitos fundamentais e a democracia.
Com a nova interpretação, enquanto não for aprovada uma nova lei sobre o tema, os provedores de internet estarão sujeitos à responsabilização civil por postagens de usuários. Isso significa que, ao serem notificados extrajudicialmente, as plataformas devem retirar conteúdos considerados ilegais, como:
- atos antidemocráticos;
- terrorismo;
- induzimento ao suicídio e automutilação;
- incitação à discriminação por raça, religião, identidade de gênero e condutas homofóbicas e transfóbicas;
- crimes contra a mulher e conteúdos que propagam ódio;
- pornografia infantil;
- tráfico de pessoas.
Caso não cumpram essas determinações, as plataformas poderão ser responsabilizadas por danos morais e materiais causados a terceiros, aumentando a pressão sobre as big techs para que mantenham um ambiente online mais seguro.
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