Os sergipanos enfrentam um dilema importante nas próximas eleições: a possibilidade de eleger André Moura para o Senado, um político que foi condenado por improbidade administrativa. Recentemente, ele e sua mãe, Lira Moura, receberam uma nova sentença por utilizarem indevidamente telefones celulares pagos pela Prefeitura de Pirambu. Esta é mais uma mancha no histórico do pré-candidato, que já havia sido sentenciado anteriormente a oito anos de prisão por diversos crimes, incluindo corrupção e desvio de recursos públicos.
A condenação foi proferida pelo juiz Rinaldo Salvino do Nascimento, que destacou que, ao firmar um Acordo de Não Persecução Penal com o Supremo Tribunal Federal, André Moura admitiu a prática dos crimes. Dessa forma, a população não está diante de um mero acusado, mas de um réu confesso, o que levanta sérias questões sobre sua elegibilidade.
Os eleitores sergipanos devem estar atentos, especialmente em relação aos prefeitos e vereadores que apoiam André Moura. É preocupante que figuras que se dizem corretas se aproximem de alguém com um histórico tão problemático, que se aproveita de recursos públicos. Mesmo que aliados afirmem que a nova condenação não afetará seus direitos políticos, é inegável que um candidato com múltiplas condenações já sinaliza sua falta de compromisso com a ética.
“Quem gosta torna”, um ditado que se aplica bem ao caso de André Moura. Votar nele seria ignorar seu passado nebuloso e o que ele representa para a política sergipana.”
É vital que a população tenha consciência de que, ao escolher candidatos, deve considerar não apenas as promessas, mas também o histórico e a conduta dos mesmos. O eleitor deve se lembrar que, ao votar em alguém com um passado repleto de irregularidades, corre o risco de perpetuar práticas que não servem ao bem público.
Além disso, é importante ressaltar que a situação política em Sergipe está marcada por mudanças e desafios. O deputado estadual Georgeo Passos (Republicanos) criticou a revogação de uma portaria que permitiria à Iguá Sergipe cobrar apenas pelo consumo efetivo de água. Essa decisão traz preocupações à população, que já enfrenta problemas com a escassez de água. “O Governo criou uma expectativa na população de que ela iria pagar apenas pelo efetivo consumo de água”, afirmou Georgeo.
A falta d’água continua sendo um tema recorrente, com parlamentares buscando soluções através da aquisição de caminhões-pipa para atender as comunidades carentes. O senador Rogério Carvalho (PT) e a deputada federal Katarina Feitosa (PSD) têm se mobilizado para garantir o abastecimento de água nas áreas mais afetadas.


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