No estado de Sergipe, a segunda fase da Operação Mulher Segura teve início nesta segunda-feira, 1º de junho de 2026. A ação, que segue até o dia 31 de dezembro, é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e tem como principal objetivo o enfrentamento à violência contra a mulher e a prevenção do feminicídio.
A Operação Mulher Segura II é uma mobilização que conta com a participação integrada da Secretaria de Segurança Pública (SSP), forças policiais e instituições parceiras, como a Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM) e Guardas Municipais. A ampliação do período de atuação para sete meses permite um maior engajamento entre os órgãos envolvidos, além de fortalecer as ações voltadas ao enfrentamento da violência de gênero.
A coordenadora da operação em Sergipe, delegada Nalile Castro, enfatizou que a duração estendida da iniciativa possibilita uma melhor articulação entre os diversos órgãos de segurança. “O foco é combater a violência contra a mulher em razão do gênero, especialmente na prevenção dos feminicídios”, destacou.
Na Polícia Civil, o trabalho será intensificado com medidas de acolhimento às vítimas e o reforço nas investigações. A delegada Mariana Diniz reiterou que, apesar de o combate à violência doméstica ser uma prioridade diária, a operação traz um reforço significativo nesse aspecto. “Nosso compromisso é garantir que toda mulher se sinta protegida ao procurar a delegacia”, afirmou.
A Polícia Militar também está mobilizada para o enfrentamento da violência doméstica, com o aumento do efetivo nas ocorrências relacionadas e a promoção de ações preventivas nas comunidades. A tenente Vitória Silva explicou que a atuação da corporação se alinha aos eixos da Lei Maria da Penha: prevenção, proteção e repressão. “Durante a operação, teremos um efetivo específico voltado para fortalecer essas ações”, destacou.
O Corpo de Bombeiros Militar focará no acolhimento humanizado das vítimas e na identificação de sinais de violência. A subtenente Márcia Machado mencionou que os bombeiros foram capacitados para oferecer um atendimento mais humanizado. “Identificamos sinais físicos e emocionais durante ocorrências inicialmente consideradas simples”, explicou.
Além das ações operacionais, a Operação Mulher Segura II também prevê campanhas educativas e palestras, visando ampliar o acesso das vítimas à rede de proteção e estimular denúncias nos primeiros sinais de violência. Na primeira edição da operação em 2026, foram registradas 52 prisões, com a realização de atividades educativas que alcançaram mais de 5,7 mil pessoas.
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