A produção brasileira de petróleo e gás natural alcançou um novo recorde em abril de 2026, com um total de 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). Esse dado foi divulgado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) na última terça-feira, 2 de junho.
O volume total é uma soma das produções de petróleo, que é medida em barris por dia (bbl/d), e de gás natural, contabilizada em metros cúbicos por dia (m³/d). A ANP informou que, desse total, 81,8% dos barris de óleo equivalente foram extraídos de poços localizados no pré-sal, que sozinhos geraram 4,614 milhões de boe/d em abril.
A Petrobras, atuando sozinha ou em consórcio com outras companhias, foi responsável por 88,98% da produção nacional. Além disso, os campos marítimos se destacaram, contribuindo com 98,1% da produção de petróleo e 88% da produção de gás natural do Brasil.
Em comparação aos dados de março, a produção de petróleo cresceu 2,2%, alcançando 4,340 milhões de bbl/d. Quando comparada a abril de 2025, a expansão foi ainda mais significativa, atingindo 19,5% de crescimento. No que se refere ao gás natural, houve um aumento de 1,3% em relação a março e de 23% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 206,7 milhões de m³/d em abril de 2026.
Os campos que se destacaram na produção foram o campo de Búzios, na Bacia de Santos, que se manteve como o maior produtor de petróleo do país, com uma produção de 910,1 mil bbl/d. Já o campo de Mero, também na Bacia de Santos, foi o principal produtor de gás natural, com 46,22 milhões de m³/d.
A instalação que apresentou a maior produção de petróleo foi o FPSO (navio-plataforma) Almirante Tamandaré, localizado no Campo de Búzios/Tambuatá/Búzios ECO. No segmento de gás natural, o melhor desempenho foi registrado pelo FPSO Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero.
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