Após a morte de uma paciente em situação de suposto exercício ilegal da medicina, a prefeita Juliana Cardoso demitiu o secretário de Saúde e a médica responsável pela unidade. A SSP/SE foi acionada para investigar o caso.
A prefeita de Umbaúba, Juliana Cardoso, decidiu exonerar o secretário municipal da Saúde e a médica responsável pela Clínica Municipal 24 Horas, envolvidos em um caso de suposto exercício ilegal da medicina e na morte de uma paciente atendida na unidade. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 18, nas redes sociais da gestora.
Na publicação, a prefeita também informou que solicitou à Secretaria de Segurança Pública (SSP/SE) uma investigação rigorosa sobre todos os responsáveis pelo caso. Além disso, determinou a rescisão do contrato do médico que deveria estar de plantão na data do ocorrido. Juliana afirmou: “Caso seja identificada responsabilidade de outros integrantes da gestão, todos responderão rigorosamente pelos seus atos na forma da lei.”
“Por fim, quero me solidarizar profundamente com a família da vítima e dizer que contem comigo para ir em busca de justiça. Nosso compromisso segue firme, em busca da saúde e do bem-estar das nossas famílias umbaubenses”, lamentou a prefeita.
A Polícia Civil já iniciou a apuração do caso, que está sob responsabilidade da Delegacia de Polícia Civil do município. As investigações envolvem suspeitas de atuação profissional irregular em uma unidade pública de saúde. Segundo informações da SSP, um homem teria prestado atendimentos médicos sem ter registro profissional válido.
Conforme a apuração inicial, ele é suspeito de utilizar o registro e o carimbo de seu irmão, que é um médico regularmente inscrito no Conselho Regional de Medicina (CRM). A suspeita foi levantada após questionamentos de familiares de uma paciente que recebeu atendimento e, posteriormente, veio a falecer, o que motivou a investigação policial.
O Conselho Regional de Medicina de Sergipe (CREMESE) também se manifestou sobre a situação. Em nota divulgada na quinta-feira, 18, informou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e ainda não havia sido formalmente comunicado pelas autoridades sobre as investigações em curso.
O conselho destacou que o profissional mencionado possui Registro no Ministério da Saúde (RMS) vinculado ao Programa Mais Médicos, que permite a atuação exclusivamente na Atenção Básica do município para o qual foi designado, sendo proibida a realização de plantões fora do programa ou em unidades de urgência e emergência.
Siga o Jornal do Sertão e receba as notícias do sertão sergipano em primeira mão.

