Em junho de 2026 o Ministério da Saúde advertiu sobre a reintrodução do sarampo no Brasil pelo intenso fluxo de viajantes da Copa do Mundo. Recomendou-se a dose zero da tríplice viral para crianças de 6 a 11 meses.
Em junho de 2026, o Ministério da Saúde emitiu um alerta sobre o risco iminente de reintrodução e disseminação do sarampo no Brasil, especialmente devido ao fluxo intenso de viajantes para a Copa do Mundo 2026.
A nota técnica destacava um cenário de alta transmissibilidade da doença nas Américas. A preocupação é que o retorno desses viajantes ou a chegada de estrangeiros infectados pode trazer o sarampo novamente ao país.
Na mesma ocasião, a pasta recomendou a aplicação da dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses, visando reforçar a proteção contra o sarampo, principalmente na faixa etária mais vulnerável à infecção e suas formas graves.
No mês de junho, a zona norte de São Paulo havia registrado três casos da doença em crianças menores de 2 anos. Porém, até agora, a Secretaria de Saúde de São Paulo já confirmou pelo menos 23 casos de sarampo em 2026.
A seguir, apresentamos as principais informações sobre o sarampo:
A doença
O sarampo é uma infecção altamente contagiosa e já foi uma das principais causas de mortalidade infantil em todo o mundo. Apesar dos avanços na vacinação, a doença ainda representa um desafio para a saúde pública, principalmente em regiões onde as taxas de imunização são baixas.
Transmissão e prevenção
Caracterizado por sintomas que podem ser confundidos com outras doenças virais, o sarampo exige atenção. A transmissão ocorre de pessoa para pessoa, através do ar, por meio de tosse, espirros, fala ou respiração. Uma única pessoa infectada pode transmitir a doença para 90% das pessoas próximas que não estão imunes.
A transmissão pode acontecer entre seis dias antes e quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo.
Sinais e sintomas
Os principais sinais do sarampo incluem manchas vermelhas (exantema) e febre alta (acima de 38,5 graus), acompanhados de tosse seca, irritação nos olhos (conjuntivite) e mal-estar intenso. É comum que as manchas vermelhas apareçam no rosto e atrás das orelhas, espalhando-se pelo corpo em três a cinco dias.
A febre persistente é um sinal de alerta, especialmente em crianças menores de 5 anos.
Complicações
O sarampo pode resultar em complicações graves, como pneumonia, otite média aguda e encefalite, além de riscos de morte em casos mais severos.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser clínico, mas o ideal é que seja laboratorial, utilizando amostras de sangue e secreção de orofaringe, nasofaringe e urina.
Tratamento
Não há tratamento específico, mas medicamentos podem ser utilizados para aliviar os sintomas. Medidas de suporte, como hidratação e nutrição, são fundamentais.
Vacinação
O sarampo é prevenível por vacinação, e as vacinas disponíveis incluem a dupla viral, a tríplice viral e a tetraviral. A vacinação é recomendada para todas as pessoas de 12 meses a 59 anos. Adultos e adolescentes não vacinados devem iniciar ou completar o esquema vacinal conforme as orientações do Calendário Nacional de Vacinação.
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