Nesta sexta-feira, 29 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva esteve em Lagarto, Sergipe, onde visitou o Hospital do Amor Interestadual. Este é o primeiro hospital oncológico do Brasil voltado para atendimento interestadual. Durante a visita, Lula comentou sobre seu tratamento de radioterapia para lesão no couro cabeludo, revelando detalhes sobre a experiência pessoal com a doença.
“Hoje, a pessoa mais pobre desse país, se tiver que fazer radioterapia, ela vai fazer na mesma máquina que faz o presidente dos Estados Unidos, da China ou do Brasil. Eu estou fazendo radioterapia na minha cabeça. Qualquer pessoa que for fazer vai fazer em uma máquina igual à que eu faço, porque eu não sou melhor do que vocês”, disse o presidente.
O presidente estava acompanhado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e destacou a importância do Hospital do Amor, que se tornou uma referência no combate ao câncer, atendendo 153 municípios dos estados de Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. O hospital recebeu um investimento de R$ 137,5 milhões do governo, assegurando atendimento 100% SUS para cerca de 2,9 milhões de pessoas.
Integrado ao programa Agora Tem Especialistas, o hospital foi estruturado para oferecer diagnóstico e tratamento de câncer em regiões que antes não tinham acesso a esses serviços, fora dos grandes centros urbanos.
Sobre sua saúde, Lula informou que retirou a lesão em 24 de abril e está realizando um procedimento preventivo de 15 sessões de radioterapia no Hospital Sírio-Libanês, em Brasília. As sessões, que duram aproximadamente dois minutos, acontecerão ao longo de três semanas, e o presidente seguirá com suas atividades diárias sem restrições, sob a supervisão das equipes médicas.
Além de questões de saúde, Lula aproveitou a visita para falar sobre a soberania do Brasil. Ele criticou declarações de autoridades dos Estados Unidos referentes à classificação de facções criminosas brasileiras como terroristas, afirmando que o país não aceitará ser tratado como uma “republiqueta”.
“Não aceitamos ser tratados como moleques. Não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”, afirmou Lula.
Mais cedo, em uma visita à Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Sergipe (Fafen-SE), o presidente já havia abordado o tema, enfatizando que as facções como Comando Vermelho e PCC são terroristas para as comunidades brasileiras. “Vamos combatê-los aqui dentro”, concluiu.
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