No último sábado, 23 de maio de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para que intensifique os esforços no combate à corrupção e ao crime organizado no estado. Durante a inauguração do Centro de Desenvolvimento Tecnológico em Saúde da Fiocruz, Lula afirmou que o povo carioca não espera obras de infraestrutura, mas sim ações efetivas para prender os milicianos que, segundo ele, têm dominado a política fluminense nos últimos anos.
“Ninguém está esperando que você faça um viaduto. Ninguém está esperando que você faça uma ponte. Ninguém está querendo que você faça uma praia artificial. Sabe o que essas pessoas esperam de você nesses meses? Trabalhe para prender todos os ladrões que governaram esse estado e deputados que fazem parte de uma milícia organizada”, declarou Lula.
O presidente enfatizou a necessidade urgente de enfrentar o crime organizado e destacou que o Rio de Janeiro, uma das cidades mais icônicas do mundo, não pode ser dominado por facções criminosas. Ele ressaltou que a segurança pública deve ser uma prioridade e que a união entre o governo federal e o estadual é crucial para essa tarefa.
Além disso, Lula reiterou o apoio do governo federal ao governador Couto e destacou a importância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/25, que visa a criação do Ministério da Segurança Pública, já aprovada pela Câmara dos Deputados e aguardando votação no Senado. “Pra gente poder enfrentar questões envolvendo segurança pública, de fato, tem que definir qual é o papel da União”, afirmou o presidente.
Durante seu discurso, Lula também mencionou que o governador não deve se sentir refém das forças policiais e que é essencial libertar-se dessa situação para implementar mudanças significativas. “Aproveite esses seis meses que você tem. Ou 10 meses. Aproveite. Faça o que muita gente não fez em 10 anos nesse estado. O povo do Rio não merece ser governado por milicianos”, concluiu.
Vale lembrar que, em abril, o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, decidiu que Ricardo Couto deve permanecer como governador interino até que a Corte se pronuncie sobre as eleições para o mandato-tampão do Executivo estadual.




Fonte: Política – Agência Brasil
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