Na manhã desta segunda-feira, 13 de julho, um homem que estava foragido foi preso em Vitória da Conquista, Bahia. Ele era investigado por integrar uma organização criminosa envolvida no comércio ilegal de armas de fogo e munições.
Contra o acusado, havia mandados de prisão e de busca e apreensão expedidos no âmbito da Operação Orion Scorpii, que foi deflagrada pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco) em 10 de dezembro de 2025.
A Polícia Civil da Bahia informou que o homem estava foragido desde a realização da operação e foi localizado em um imóvel na cidade, onde se escondia. A prisão foi cumprida pelas equipes policiais que atuaram na operação.
A localização do indivíduo foi realizada pela 10ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (10ª Coorpin), juntamente com o Grupo de Apoio Técnico e Tático à Investigação (Gatti/Sudoeste) e com o apoio da 22ª Coorpin, de Guanambi. Essas unidades também participaram da primeira fase da operação, junto com as equipes do Draco.
Segundo as investigações, o homem ocupava uma posição de destaque no grupo criminoso, especialmente no segmento que a Polícia Civil classifica como “braço empresarial”. As apurações indicam que empresas ligadas ao investigado foram utilizadas para dar suporte às atividades ilegais do grupo, embora os nomes dos estabelecimentos não tenham sido divulgados.
O homem já havia sido denunciado à Justiça e, após o cumprimento do mandado de prisão, foi encaminhado para os trâmites legais e ficou à disposição do Poder Judiciário. A nota divulgada não esclareceu se durante a ação foram encontrados armamentos, munições, dinheiro ou outros materiais.
A Operação Orion Scorpii teve seu início após a apreensão de uma carga de 7.850 munições, que tinha como origem Goiânia, Goiás, e estava a caminho de Guanambi e Tanque Novo, na Bahia. Com base nesse flagrante, a Polícia Civil conseguiu identificar um grupo suspeito de adquirir, distribuir e comercializar armas e munições de maneira irregular em diversas regiões da Bahia.
As investigações revelaram que empresas formalmente constituídas e autorizadas a operar com armas e munições estavam sendo utilizadas para misturar operações legais com transações ilegais. Também foi identificada a utilização de registros de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CACs) para dar uma aparência de legalidade às negociações e facilitar a circulação dos produtos.
No balanço final divulgado em dezembro, foram registradas oito prisões e 19 mandados de busca e apreensão cumpridos em cidades da Bahia, Minas Gerais e Goiás. As ações resultaram em quatro prisões em Vitória da Conquista, além de detenções em Guanambi, Itapetinga, Jequié e Goiânia, e as diligências também abrangeram Brumado, Palmas de Monte Alto, Teixeira de Freitas, Montes Claros e Itaipé.
Durante a primeira fase da operação, os policiais apreenderam aproximadamente R$ 200 mil em espécie, veículos, uma grande quantidade de munições e centenas de armas, incluindo fuzis, pistolas, revólveres e rifles, além de armas de calibre 12, incluindo modelos restritos. Três estabelecimentos suspeitos de comercialização irregular de armas foram fechados em Goiânia, Vitória da Conquista e Guanambi.
A operação Orion Scorpii foi coordenada pelo Draco e executada pela Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), mobilizando cerca de 120 policiais e contando com a participação de unidades da Bahia, Goiás e Minas Gerais. As investigações seguem em andamento para identificar outros possíveis integrantes, esclarecer a atuação das empresas ligadas ao grupo e rastrear a origem e o destino das armas e munições comercializadas.
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