O governo federal reuniu ministérios e pesquisadores para enfrentar os riscos do El Niño. O sertão sergipano, já castigado pela seca, pode ser um dos mais afetados pelo fenômeno.
Na segunda semana de junho, uma reunião interministerial foi realizada com o objetivo de discutir os possíveis impactos do fenômeno El Niño no Brasil. A articulação foi promovida pela Secretaria-Geral da Presidência da República e contou com a participação de diversos órgãos do governo federal, instituições de pesquisa e representantes da sociedade civil.
A Secretaria-Geral da Presidência destacou que o encontro teve como ponto de partida a “Carta de Posicionamento Frente ao Super El Niño e seus Impactos no Brasil”. Esse documento foi elaborado pela Rede Pró-Adaptação Antirracista e pelo Observatório do Clima, visando proporcionar uma base sólida para as discussões conduzidas durante a reunião.
Com a coordenação de Kelli Mafort, secretária nacional da SNDSAPP, a reunião reuniu especialistas e representantes de diversas entidades para debater os efeitos do El Niño e explorar alternativas que possam ajudar a mitigar os riscos associados à intensificação de eventos climáticos extremos.
No final do debate, foram apresentadas várias recomendações, incluindo a necessidade de institucionalizar e fortalecer salas de situação e monitoramento climático. Também se destacou a importância de melhorar a articulação entre os diferentes níveis de governo, intensificar a comunicação preventiva e combater a desinformação, além de ampliar a transparência nas ações governamentais que já estão em andamento.
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Outro ponto crucial discutido foi a necessidade de desenvolver estratégias específicas para proteger populações vulneráveis, incluindo mulheres, populações negras, comunidades tradicionais e moradores de áreas urbanas periféricas. Isso leva em consideração as diversas exposições e impactos que esses grupos podem sofrer em decorrência de eventos climáticos extremos.
“A reunião evidenciou a necessidade de fortalecer a coordenação federativa, a comunicação pública e os mecanismos de prevenção diante da intensificação dos eventos climáticos extremos”, afirmou Kelli Mafort.
Os participantes da reunião concordaram sobre a importância de se preparar com antecedência, mesmo em cenários de incerteza, e sobre a necessidade de integrar ciência, políticas públicas e participação social na formulação de respostas aos riscos climáticos relacionados ao El Niño.
O monitoramento técnico do evento foi realizado com o apoio do Cemanden e do Inmet, enquanto a sociedade civil foi representada pela Rede Pró-Adaptação Antirracista e pelo Observatório do Clima. Também participaram representantes da Secretaria-Geral da Presidência, Casa Civil, Meio Ambiente e Clima, ICMBio, Mulheres, Cidades, Integração e Desenvolvimento Regional, Secretaria de Relações Institucionais, Saúde, Igualdade Racial e Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.
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