Na quarta-feira, dia 8 de julho de 2026, o cenário econômico apresentou movimentos distintos em relação ao dólar, à bolsa de valores e ao petróleo, influenciados pelas crescentes tensões entre Estados Unidos e Irã. O dólar fechou em leve queda de 0,09%, sendo cotado a R$ 5,148. Por outro lado, a bolsa de valores, representada pelo Ibovespa, registrou uma queda de 0,79%, encerrando o pregão aos 170.653 pontos.
O dia começou com o dólar apresentando uma alta, chegando a ser cotado a R$ 5,184, mas rapidamente perdeu força ao longo da sessão. Ao longo do dia, a moeda oscilou entre R$ 5,14 e R$ 5,16. Esse movimento de queda do dólar ocorreu mesmo com a valorização do dólar em relação a outras moedas emergentes. A alta do petróleo, que é um bem primário no mercado internacional e o Brasil é um exportador líquido, ajudou a limitar as perdas da moeda brasileira.
A alta do petróleo foi expressiva, com o Brent, uma das referências globais, subindo 5,20%, alcançando o preço de US$ 78,02 o barril. O petróleo WTI, por sua vez, teve um aumento de 4,37%, sendo cotado a US$ 73,52 o barril. Essa valorização se deu em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio, especialmente após novos ataques na região do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte de petróleo.
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A escalada das tensões no Oriente Médio e a expectativa de que os juros nos Estados Unidos permanecerão elevados por um período prolongado acabaram reduzindo o apetite por ativos de maior risco, impactando diretamente o desempenho da bolsa. Apesar da valorização do petróleo, que tradicionalmente favorece as ações da Petrobras, esse suporte não foi suficiente para evitar a queda do Ibovespa.
Além disso, a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, reforçou as preocupações com a inflação, gerando incertezas sobre a trajetória futura dos juros no país. O aumento dos juros tende a pressionar o dólar para cima, mas a alta do petróleo ajudou a conter essa pressão no Brasil.
As tensões no Golfo Pérsico e o temor de interrupções na oferta de petróleo mantiveram o mercado atento aos desdobramentos do conflito, refletindo diretamente nos preços das commodities.
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