As contas externas do Brasil registraram um saldo negativo de US$ 3,185 bilhões em maio, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). Este valor demonstra uma estabilidade em comparação ao mesmo período do ano passado, quando o déficit foi de US$ 3,318 bilhões nas transações correntes, que englobam as compras e vendas de mercadorias e serviços, além das transferências de renda com outros países.
No mês de maio deste ano, a balança comercial de bens apresentou um superávit que aumentou em US$ 514 milhões, impulsionado por um crescimento de 6,4% nas exportações e de 5,9% nas importações. Essa performance é um reflexo das dinâmicas comerciais que o Brasil vem enfrentando.
O déficit em serviços, que inclui gastos com viagens, transporte, aluguel de equipamentos e serviços de telecomunicação, também registrou um aumento de US$ 543 milhões. Por outro lado, o déficit em renda primária, que abrange pagamentos de lucros, dividendos de empresas e juros, e o superávit em renda secundária, que envolve doações e remessas, mantiveram-se em níveis semelhantes aos observados no mês de maio de 2025.
Considerando os 12 meses encerrados em maio, o resultado negativo das transações correntes acumulou um total de US$ 64,143 bilhões, o que corresponde a 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Comparado ao mesmo período do ano anterior, houve uma redução no déficit, que era de US$ 75,252 bilhões, ou 3,52% do PIB.
O Banco Central aponta que as transações correntes apresentam um cenário robusto e indicam uma tendência de redução do déficit nos últimos meses. O saldo negativo das contas externas tem sido financiado por capitais de longo prazo, em sua maioria por meio de Investimentos Diretos no País (IDP), que de acordo com o BC, possuem fluxos e estoques de boa qualidade.
Em maio, os Investimentos Diretos totalizaram US$ 7,974 bilhões, comparados a US$ 3,863 bilhões no mesmo mês do ano passado. Quando há um saldo negativo nas transações correntes, o país precisa cobrir esse déficit com investimentos ou empréstimos do exterior, sendo o IDP a forma mais desejável, pois esses recursos são voltados para o setor produtivo e geralmente representam investimentos de longo prazo.
No período de 12 meses até maio, os Investimentos Diretos somaram US$ 83,312 bilhões, equivalente a 3,38% do PIB, um aumento em relação aos US$ 79,201 bilhões (3,27% do PIB) do mês anterior e aos US$ 71,592 bilhões (3,35% do PIB) registrados no período encerrado em maio de 2025.
Quanto aos investimentos em carteira no mercado doméstico, foi observada uma saída líquida de US$ 5,227 bilhões no mês passado, resultado de saídas de US$ 2,365 bilhões em ações e fundos de investimento e de US$ 2,862 bilhões em títulos de dívida. Nos 12 meses até maio, esses investimentos tiveram ingressos líquidos totalizando US$ 20,8 bilhões.
Por fim, o estoque de reservas internacionais do Brasil alcançou US$ 371,1 bilhões em maio, o que representa um aumento de US$ 4,2 bilhões em relação ao mês anterior.
Siga o Jornal do Sertão e receba as notícias do sertão sergipano em primeira mão.

