Na quinta (6), um centro de baixa entre Argentina e Paraguai pode evoluir para um ciclone extratropical intenso. Meteorologistas alertam para ventos fortes, chuva e risco no litoral do RS e Uruguai.
A partir desta quinta-feira (6), a passagem de um sistema de baixa pressão sobre o norte da Argentina e o Paraguai poderá dar origem a um ciclone extratropical mais intenso, conhecido como ciclone bomba. Esse fenômeno pode causar impactos significativos na região Sul do Brasil, especialmente entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul.
De acordo com especialistas, a formação de um ciclone bomba ocorre quando uma massa de ar muito fria se aproxima de uma massa de ar quente, resultando em uma rápida diminuição da pressão atmosférica. O astrônomo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) explicou que para ser caracterizado como bomba, o ciclone deve apresentar uma queda na pressão atmosférica de pelo menos 24 hPa (milibares) em um período de 24 horas.
As consequências desse fenômeno incluem a formação de tempestades e ventos fortes. A previsão é de que a queda de pressão aconteça na região entre o Uruguai e o litoral do Rio Grande do Sul, onde as tempestades tendem a se intensificar devido à diferença de temperatura entre as massas de ar.
Preços vistos na Amazon em 11/08 e sujeitos a alteração. Como Associado da Amazon, recebo por compras qualificadas.
“A massa de ar frio avança por baixo da massa de ar quente, porque ela é mais densa, e isso faz o ar quente subir, formando nuvens e tempestades. Uma grande diferença de temperatura resulta em uma ascensão mais intensa,” disse o especialista.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), se a previsão se concretizar, tempestades mais intensas poderão ocorrer a partir de amanhã, com potencial para descargas elétricas e até granizo, com duração até sábado (8). As imagens de satélite indicam que os ventos mais fortes devem se concentrar sobre o Oceano Atlântico, podendo ultrapassar os 100 quilômetros por hora.
No litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, as rajadas de vento poderão superar 60 km/h. À medida que o ciclone se deslocar em direção ao Oceano Atlântico, uma frente fria associada ao fenômeno deverá passar sobre a Argentina e o Sul do Brasil, trazendo uma queda nas temperaturas.
Siga nossas redes e entre no nosso canal exclusivo de notícias.

