Nesta quinta-feira, 6, a Casa da Mulher Brasileira em Sergipe alcançou a marca de 1.001 atendimentos em cerca de dois meses de funcionamento, conforme dados do Observatório Maria Beatriz Nascimento. Ambos são gerenciados pela Secretaria de Estado de Políticas para as Mulheres (SPM). Este número reflete a crescente confiança no serviço, diante da demanda por apoio e proteção às mulheres no estado.
O relatório de análise, que abrange o período de 2 de junho a 6 de agosto de 2026, detalha o perfil dos atendimentos. A maioria das mulheres assistidas, 73%, reside em Aracaju, e 84,5% dos registros correspondem a primeiros atendimentos, indicando a importância da Casa como porta de entrada para o acolhimento e a rede de proteção.
“Há um trabalho em conjunto para que a violência contra a mulher seja erradicada, mas enquanto não alcançamos essa meta, atuamos para garantir que todas as vítimas recebam um atendimento digno e humanizado. A Casa da Mulher Brasileira tem feito esse papel. É um local de escuta, que evitamos a revitimização dessa mulher, acolhemos e atendemos a todas as demandas que ela necessita”, explica a superintendente da unidade, Daniele Lima.
Distribuição dos atendimentos
Os turnos matutino e vespertino concentram a maior parte dos atendimentos, somando 64,8% do total. Especificamente, foram 306 atendimentos no período matutino e 343 no vespertino. O turno noturno registrou 265 atendimentos, enquanto a madrugada contabilizou 72, com 15 casos sem informação de turno.
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Tipos de violência e dados demográficos
Entre os tipos de violência registrados, a psicológica é a mais prevalente, com 374 ocorrências, seguida pela física (341) e moral (221). É importante notar que as categorias de violência podem ocorrer simultaneamente em um mesmo registro.
Quanto à faixa etária, a maior concentração de atendimentos está entre 25 e 34 anos, e a faixa de 35 a 44 anos representa a segunda colocação. Em relação à raça/cor declarada, a maioria das mulheres atendidas se identifica como parda (61,9%), seguida por branca (137 registros) e preta (136 registros).
Os dados do Observatório Maria Beatriz Nascimento reforçam a relevância da Casa da Mulher Brasileira em Sergipe como um espaço fundamental para o enfrentamento à violência contra a mulher, oferecendo suporte e direcionamento para as vítimas em um momento crucial de suas vidas.
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