No dia 26 de junho de 2026, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, inaugurou a Adidância Tributária e Aduaneira do Brasil em Pequim, na China. Essa iniciativa visa facilitar o comércio entre os dois países, diminuir entraves burocráticos e aumentar a cooperação fiscal.
Com a abertura deste novo posto, o Brasil passa a ter cinco representações desse tipo no exterior. A unidade, que foi inaugurada ao final da visita oficial de Durigan à China, ficará vinculada à Receita Federal.
O objetivo da nova adidância é estabelecer um canal técnico direto com as autoridades chinesas, melhorando a previsibilidade das operações comerciais, apoiando empresas brasileiras e fortalecendo ações contra irregularidades no comércio internacional.
A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, com um intercâmbio que supera US$ 150 bilhões anualmente, destacando produtos como soja, minério de ferro e petróleo.
A adidância funcionará como uma unidade avançada da Receita Federal no exterior, sendo ocupada por um auditor-fiscal. Sua atuação será técnica, diplomática e estratégica, porém sem poder de decisão sobre processos tributários ou aduaneiros.
Na prática, o representante brasileiro terá a função de dialogar com órgãos chineses responsáveis por tributos e alfândega, buscando resolver problemas operacionais, aproximar legislações e acelerar procedimentos de importação e exportação.
De acordo com o governo, a presença permanente no país asiático deve ajudar empresas brasileiras a entender melhor as regras locais, diminuir custos logísticos e reduzir o tempo de liberação de mercadorias.
A atuação da nova representação será fundamentada em acordos já firmados entre Brasil e China, que incluem instrumentos para evitar a dupla tributação e aumentar a assistência mútua em assuntos aduaneiros. Em julho do ano passado, a Receita Federal havia anunciado a intenção de criar essa agência no país asiático.
Além disso, estão previstos mecanismos de cooperação com a Administração Tributária Estatal da China e a Administração Geral de Aduanas chinesa, com foco no intercâmbio de informações, integração digital de processos e troca de especialistas.
O Ministério da Fazenda acredita que essa aproximação permitirá maior eficiência no combate à evasão fiscal, contrabando e outras práticas ilícitas que impactam o comércio internacional.
Segundo a Fazenda, a presença de um adido especializado no principal parceiro comercial do Brasil trará diversas vantagens, como um entendimento mútuo das legislações, redução de entraves burocráticos e um impulso ao comércio bilateral.
Além da agenda comercial, o governo brasileiro pretende aproveitar a missão na China para apresentar oportunidades de investimento voltadas à transformação ecológica e inovação. O Ministério da Fazenda está promovendo ações do programa Eco Invest Brasil, que busca atrair capital estrangeiro para projetos sustentáveis em áreas como energia limpa, minerais estratégicos, inteligência artificial, baterias e descarbonização industrial.
Após a China, a programação seguirá para o Japão e a Coreia do Sul, países considerados estratégicos pela sua capacidade tecnológica e financeira. Com a criação do posto em Pequim, o Brasil expande sua rede de adidâncias tributárias e aduaneiras, que já conta com representações em Washington, Buenos Aires, Assunção e Montevidéu.
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