A Bahia conta com 15 barragens que estão na lista de estruturas prioritárias para a gestão de segurança, segundo o Relatório de Segurança de Barragens 2026 (RSB 2026), divulgado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA). Essas barragens foram identificadas com base em critérios padronizados que indicam a necessidade de maior atenção dos órgãos fiscalizadores.
No Brasil, o relatório aponta um total de 404 barragens classificadas como prioritárias. Dentre elas, 213 atendem aos critérios que consideram o Dano Potencial Associado (DPA) alto ou médio e a Categoria de Risco (CRI) alta. Isso implica em um potencial de dano humano significativo, o que exige um acompanhamento mais rigoroso.
As barragens baianas que estão nesta lista estão localizadas em várias cidades, incluindo Ibicoara, Mata de São João, Morro do Chapéu, Porto Seguro, Caetité e Maiquinique. A lista inclui estruturas como Brejinho Saladino I, em Ibicoara; RES 02, RES 01-A e RES 01-B, em Mata de São João; e outras em Morro do Chapéu, Porto Seguro e Maiquinique. As barragens em Caetité e Maiquinique têm relação com a contenção de rejeitos ou sedimentos de mineração, enquanto as demais estão ligadas a usos como irrigação e abastecimento de água potável.
Entre as 15 barragens prioritárias, oito são monitoradas pela Agência Nacional de Mineração (ANM), enquanto sete são fiscalizadas pelo Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia (Inema). O Inema possui atualmente um total de 510 barragens registradas no Sistema Nacional de Informações sobre Segurança de Barragens (SNISB), das quais 42 ainda não foram avaliadas quanto ao enquadramento na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).
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O relatório destaca que, no total, existem 821 barragens cadastradas na Bahia, que se dividem em várias categorias de uso, sendo a maioria voltada à irrigação e abastecimento humano. Dentre essas barragens, 505 estão enquadradas na PNSB, enquanto 113 não estão e 203 ainda aguardam verificação.
É importante ressaltar que os dados apresentados não indicam que todas as estruturas estão em situação de emergência; eles apenas refletem a potencialidade de danos em caso de rompimento. O RSB 2026 também revela que o Brasil possui 29.761 barragens cadastradas, mas cerca de 48% delas ainda carecem de dados suficientes para verificação.
Além disso, o relatório menciona que a Bahia teve um incidente registrado em 2025 relacionado à barragem de Pindobaçu, que é voltada para abastecimento humano. Esse incidente não resultou em rompimento, vítimas ou danos ambientais significativos, mas levou a um aumento na fiscalização das atividades de mineração nas proximidades.
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