Publicação no DOU (Despacho nº 2.862) oficializou a liberação da usina fotovoltaica Sol de Brotas 2 em 3 de agosto, embora a operação tenha começado em 31/7. Localizada em Brotas de Macaúbas (BA), a planta tem 100 geradores de 325 kW, totalizando 32,5 MW.
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial de todas as unidades geradoras da usina fotovoltaica Sol de Brotas 2, localizada em Brotas de Macaúbas, na Bahia. A autorização foi publicada no Despacho nº 2.862, no Diário Oficial da União, nesta segunda-feira, 3 de agosto de 2026. Apesar da publicação recente, a operação comercial foi liberada desde a última sexta-feira, 31 de julho.
O empreendimento conta com 100 unidades geradoras, numeradas de UG01 a UG100, sendo que cada unidade possui uma potência de 325 quilowatts (kW). Assim, a capacidade instalada total da usina atinge 32,5 megawatts (MW). É importante destacar que essas unidades não correspondem ao número de painéis solares, mas sim à divisão técnica da capacidade de geração reconhecida pela Aneel. O número exato de módulos fotovoltaicos da Sol de Brotas 2 não foi divulgado.
A usina é de propriedade da Sol de Brotas 2 S.A., uma empresa controlada pela Statkraft. A autorização inicial para a implementação e exploração da usina foi concedida em abril de 2023, com um prazo de 35 anos, sob um regime de produção independente de energia elétrica. Posteriormente, a titularidade foi transferida para uma sociedade criada especificamente para o projeto.
A resolução da Aneel localiza a usina nas coordenadas 12°17’55,27” sul e 42°20’18,79” oeste, na zona rural de Brotas de Macaúbas. Os documentos consultados não especificam o nome da propriedade rural ou a área ocupada pelo empreendimento.
A Sol de Brotas 2 faz parte do Complexo Brotas de Macaúbas, que inclui também a usina solar Sol de Brotas 1 e os parques eólicos Macaúbas, Novo Horizonte, Seabra e Morro do Cruzeiro. Segundo informações da Statkraft, as duas usinas solares juntas têm uma capacidade instalada de 65 MW e compartilham o ponto de conexão com os parques eólicos. Assim, o complexo totaliza 237 MW de capacidade, sendo 65 MW provenientes da energia solar e 172 MW da energia eólica, com uma produção anual estimada em 885 gigawatts-hora.
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O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) relaciona a Sol de Brotas 2 à Subestação Brotas de Macaúbas, em 230 quilovolts. Esse modelo de operação permite aproveitar parte da infraestrutura de transmissão tanto para a geração solar, que ocorre predominantemente durante o dia, quanto para a geração eólica, que tem maior produção em outros períodos.
Esta operação comercial é um passo importante, pois representa a autorização regulatória necessária para que a energia gerada pelas unidades seja contabilizada e comercializada. Antes dessa fase, a usina passou por um período de testes de seus equipamentos e sistemas de conexão.
O investimento na usina foi estimado em R$ 141,75 milhões quando o projeto foi enquadrado no Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). De acordo com a Portaria nº 2.609/2023, esse valor incluía R$ 120,85 milhões em bens e R$ 20,90 milhões em serviços. Com a exclusão do PIS/Pasep e Cofins, a estimativa seria de R$ 128,64 milhões. Esses valores foram apresentados antes da construção e têm como objetivo o enquadramento tributário, não refletindo necessariamente o investimento final realizado na usina.
Para o conjunto dos projetos solares em Brotas de Macaúbas, Uibaí e Ibipeba, a Statkraft anunciou um investimento total de R$ 926 milhões, abrangendo sete usinas, e esse valor não pode ser atribuído exclusivamente à Sol de Brotas 2.
A construção do projeto solar associado ao Complexo Morro do Cruzeiro teve início em 2024. Em fevereiro de 2025, a Statkraft confirmou a conclusão da montagem dos equipamentos das usinas Sol de Brotas 1 e 2. Durante esse processo, quase 110 mil módulos fotovoltaicos foram instalados nas duas unidades, com a mobilização de cerca de 650 profissionais no período de maior atividade.
A produção solar estimada para as duas usinas é de 186,3 GWh por ano, quantidade que equivale ao consumo anual de aproximadamente 103,5 mil residências, com um gasto médio mensal de 150 kWh.
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