A rede municipal de Guanambi ganha novas diretrizes para ampliar a educação integral. A política, publicada no Diário Oficial, organiza currículo e estrutura para Infantil e Fundamental.
A Prefeitura de Guanambi publicou, no Diário Oficial do Município, a Política Municipal de Educação Integral em Tempo Integral da rede pública municipal de ensino. O documento, elaborado pela Secretaria Municipal de Educação, por meio da Superintendência de Ensino e Apoio Pedagógico, visa estabelecer diretrizes claras para a educação integral nas escolas municipais.
A política aborda a estrutura pedagógica e organizacional, o funcionamento e a matriz curricular para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental, tanto nos anos iniciais quanto finais. A implantação será realizada de forma gradual, levando em consideração critérios de vulnerabilidade social, com o objetivo de garantir acesso, permanência, equidade, qualidade e respeito à diversidade entre os alunos.
Um dos principais objetivos da Educação Integral em Tempo Integral é ampliar o tempo de permanência dos estudantes nas escolas, proporcionando mais oportunidades de aprendizagem. A jornada mínima prevista é de sete horas diárias, totalizando 35 horas semanais, incluindo tempos para alimentação, higiene, socialização e transições entre atividades.
A proposta considera o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens, abordando aspectos como aprendizagem, desenvolvimento físico, convivência social e cidadania. Entre os principais objetivos da política estão a organização curricular integrada e a qualificação das práticas pedagógicas, promovendo uma educação que desenvolva competências socioemocionais, científicas, culturais, esportivas, artísticas e tecnológicas.
A política segue as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e da Base Municipal Curricular de Guanambi (BMCG), prevendo ainda ações de formação continuada para os profissionais da educação e a organização da Atividade Complementar Coletiva (ACC).
No que diz respeito à Educação Infantil, a política orienta práticas que respeitem os direitos de aprendizagem e as especificidades da primeira infância. Já no Ensino Fundamental, a proposta visa estruturar a oferta em tempo integral, equilibrando formação básica com práticas diversificadas.
A implementação da educação integral nas escolas do campo também é contemplada, considerando as particularidades das comunidades rurais e valorizando os saberes locais. O documento prevê uma carga horária de 50 minutos para cada tempo pedagógico, com uma carga horária anual de 1.280 horas-aula para os anos iniciais e 1.480 horas-aula para os anos finais.
A política ainda inclui ações para a qualificação das estruturas físicas das escolas, com diagnósticos das necessidades de infraestrutura. Entre as escolas mencionadas estão a Escola Municipal Getúlio Vargas, que passa por reconstrução, e a Escola Municipal Professor Celito Brito, que receberá adequações em seus espaços.
Além disso, a ampliação da permanência dos alunos deve ser acompanhada de uma alimentação escolar adequada, com foco na segurança alimentar e na qualidade nutricional. A proposta também prevê a articulação entre a educação e outras áreas da gestão pública, criando uma integração que favoreça o aprendizado e o desenvolvimento dos estudantes.
A Política Municipal de Educação Integral em Tempo Integral foi elaborada em conformidade com a Lei Municipal nº 1.775, de 29 de setembro de 2025, e está alinhada com o Programa Escola em Tempo Integral, regulamentado por legislação federal.
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