Com a festa junina a todo vapor, autoridades reforçam o alerta: crianças e adolescentes merecem cuidado redobrado nos grandes eventos. Violência, exploração e álcool são riscos reais.
O São João é a alma do Nordeste, é alegria, forró, cheiro de milho e festa que aquece o coração do povo sergipano. Mas junto com toda essa beleza e calor humano, as autoridades fazem um chamado importante: durante os festejos juninos, com suas multidões vibrantes e a energia contagiante dos arraiais, é preciso manter os olhos bem abertos para a proteção das crianças e dos adolescentes.
Órgãos de segurança pública, conselhos tutelares e entidades de defesa dos direitos da criança alertam para os principais riscos que se intensificam neste período de grande circulação de pessoas: violência, exploração sexual, trabalho infantil e consumo de bebidas alcoólicas por menores de idade. Situações que nunca deveriam fazer parte da festa, mas que infelizmente surgem nas frestas de eventos tão movimentados quanto os juninos.
A presença de crianças trabalhando nas imediações dos arraiais, seja vendendo produtos ou prestando pequenos serviços, é um sinal que não pode ser ignorado. O trabalho infantil é proibido por lei e, mesmo vestido de tradição, não deve ser tolerado. Da mesma forma, o consumo de álcool por menores — prática que costuma crescer em ambientes festivos — exige vigilância tanto das famílias quanto dos comerciantes e fiscais.
A exploração sexual de crianças e adolescentes é outro risco que se agrava com o fluxo intenso de pessoas nos eventos de grande porte. Autoridades pedem que qualquer situação suspeita seja denunciada imediatamente pelo Disque 100, canal gratuito e disponível 24 horas, que recebe denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes em todo o país.
A mensagem das autoridades é clara e cheia de amor pela festa: que o São João seja pura alegria, dança e celebração da nossa identidade nordestina — mas que nenhuma criança seja prejudicada nesse caminho. Festejar com responsabilidade é também uma forma de honrar o verdadeiro espírito junino, que é o da união, do cuidado e da comunidade. Bora cuidar dos nossos pequenos e garantir que o forró seja, para eles, apenas brincadeira, risada e muito xote!





Fonte: Governo de Sergipe
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