Após quase 60 dias de paralisação, alunos da USP votaram pelo fim da greve. A decisão, tomada por margem pequena, abre caminho para retorno às aulas na maior universidade do país.
Na noite desta segunda-feira, 8 de junho, os alunos da Universidade de São Paulo (USP) anunciaram o fim da greve que durou quase dois meses, conforme decisão tomada pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE). Durante esse período, os estudantes reivindicavam melhorias nas condições de alimentação, moradia e aumento das bolsas estudantis.
A assembleia que decidiu pelo término da paralisação contou com 323 votos a favor do fim do movimento e 255 pela continuidade da greve. Com essa votação, a decisão foi formalizada, mas cada curso da universidade poderá optar de forma independente por manter ou encerrar a greve.
Paralelamente ao anúncio do fim da greve, um incidente ocorreu na mesma noite. Um grupo de seis jovens, com idades entre 18 e 22 anos, foi detido após invadir o prédio da Administração Central da USP. De acordo com informações da Polícia Militar, os jovens bloquearam o acesso ao edifício utilizando barricadas.
No confronto que se seguiu, três seguranças da universidade ficaram feridos. A polícia prendeu os seis indivíduos que, segundo a autoridade, estavam portando fogos de artifício, porretes, rádios comunicadores, um megafone, uma marreta e um estilingue. Além disso, houve danos a equipamentos e móveis da instituição.
Em nota, o DCE da USP informou que não possui relação com a invasão. Os estudantes que invadiram o prédio se declararam independentes e se opuseram ao fim da greve, conforme manifestaram em uma publicação nas redes sociais.
Após a detenção, os manifestantes foram levados ao 7º distrito policial, localizado na Lapa, zona oeste da cidade, onde foram ouvidos e, posteriormente, liberados. O caso foi registrado como lesão corporal grave e dano ao patrimônio público.
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